Petista diz que não é egoísta e divide Lula

Presidente faz campanha para aliados na Grande São Paulo neste fim de semana

Clarissa Oliveira, O Estadao de S.Paulo

27 de setembro de 2008 | 00h00

Diante dos planos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de aproveitar o final de semana para reforçar a campanha na Grande São Paulo e no interior do Estado, a candidata do PT à prefeitura paulistana, Marta Suplicy, disse ontem que não se importa em dividir o presidente com seus correligionários. "Eu não tenho que ser egoísta", disse a petista, que recebeu Lula em comício no último fim de semana. Dessa vez, ficará sem o reforço. Lula virá ao Estado para quatro comícios. No sábado, ele abre a maratona às 11h, com o candidato em São José dos Campos, Carlinhos Almeida. Às 15h, segue para Guarulhos, onde seu partido disputa a prefeitura com Sebastião Almeida. Às 18h, ele reforça a campanha em Osasco, onde o PT tenta reeleger o prefeito Emídio de Souza. No domingo, Lula discursa, a partir das 10h, ao lado do ex-ministro Luiz Marinho, em São Bernardo do Campo. Marta não foi incluída na agenda, nem tem planos de acompanhar o presidente. "Meu voto é aqui na capital e vou ficar por aqui", afirmou a candidata ontem, enquanto participava de caminhadas em São Mateus e Itaquera. "E acho ótimo que ele dê uma força aos candidatos em outras regiões."A petista disse ainda que sua campanha já está "muito satisfeita" com a participação que Lula teve até agora na disputa paulistana. Além do comício da semana passada, o presidente esteve na capital no final de agosto. "A gente tem de perceber que o presidente não tem dez vidas", continuou. Apesar da ausência neste final de semana, Lula terá pelo menos mais uma participação na campanha de Marta, reservada para o segundo turno. Membros da campanha dizem que a quantidade de aparições do presidente tem sido suficiente para reforçar a proximidade entre ele e Marta, sem deixar que sua imagem se sobreponha demais à da candidata.Ontem, Marta também voltou a responder aos ataques do prefeito Gilberto Kassab (DEM), dizendo que não entrará numa "discussão rasteira" com o rival. Além disso, ela evitou comentar a briga travada entre Geraldo Alckmin (PSDB) e o ex-governador Orestes Quércia (PMDB), desde que o candidato tucano passou a explorar na campanha a proximidade de Kassab com o peemedebista. "Tenho mantido uma campanha absolutamente centrada e focada em propostas", disse. "Não quero responder a provocações."

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