Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Petista defende que Dilma fale em golpe; Aécio diz que isso é ofensa

Parlamentares favoráveis ao impeachment dizem que irão reagir e que consideram a palavra ofensiva

Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2016 | 09h39

BRASÍLIA - Senadores que começaram a chegar ao plenário do Senado para ouvir o depoimento da presidente afastada Dilma Rousseff nesta segunda-feira, 29, dividem opiniões sobre o uso da palavra golpe para se referir ao impeachment.

Enquanto nomes ligados à petista defendem que Dilma use o termo, parlamentares a favor do impeachment dizem que irão reagir e que consideram a palavra ofensiva.

“Se alguém quiser impedi-la de falar em golpe vai querer cercear o direito de defesa dela e o nosso direito de liberdade de expressão”, disse o senador Humberto Costa (PT-PE). Ele afirmou esperar que esta segunda-feira fique conhecida como “o dia da redenção”.

Já Aécio Neves (PSDB-MG) disse que os senadores estão preparados para receber Dilma com o mais “absoluto respeito”, mas que irão reagir se ela falar em golpe.

“Se a presidente usar a palavra golpe, ela estará, em primeiro lugar, ofendendo o presidente do Supremo Tribunal Federal . Será indagado ao presidente do STF se ele preside um golpe. Não acredito que a presidente Supremo cometa esse erro primário”, disse.

Aécio afirmou ainda que espera que Dilma “preste contas” não somente ao Senado, mas à história, e reconheça “os erros monumentais do seu governo que levaram o brasil a essa situação de extrema gravidade”.

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