Petista critica governo e diz que CPI convocará cúpula aérea

Nem mesmo aliados guardam críticas ao governo em relação à "falta de comando" para dar uma resposta aos problemas do setor e aos dois maiores acidentes aéreos da história do País. O relator da CPI da Crise Aérea, deputado Marco Maia (PT-RS), disse que a demora nas ações "já ultrapassou todos os limites".A comissão marcou reunião na próxima sexta-feira para votar requerimentos convocando os presidentes da Infraero e da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), além de representante do Cenipa (Centro de Investigação para Prevenção de Acidentes da Aeronáutica).Os controladores de vôo que monitoravam os pousos e decolagens no momento do acidente com o avião da TAM, no último dia 17, também serão chamados a depor."Todos esperamos que o Executivo possa definir, o mais rápido possível, as ações concretas na área (de transporte aéreo)", disse o deputado a jornalistas nesta quinta-feira.Segundo ele, a CPI também deve designar dois parlamentares para acompanhar a perícia nas caixas pretas do Airbus. Maia reclamou, ainda, do que classificou como "falta de comando" para solucionar a crise.O ministro da Defesa, Waldir Pires, em tese a principal autoridade no assunto, não será chamado, ao menos por enquanto. Na avaliação de membros da comissão de inquérito, não adianta convocar um ministro que não tem autoridade. LULANesta manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu a coordenação de governo para tratar do assunto. Seis ministros participaram do encontro, mas Pires sequer foi chamado.De acordo com relatos feito por dois auxiliares, Lula está "aborrecido" com o comando da Infraero e da Anac, que não foram capazes de dar uma solução à crise do setor.Na sexta-feira, o Conselho de Aviação Civil (Conac), órgão de assessoramento do presidente para formulação da política do setor, se reunirá no Ministério da Defesa para tentar aplacar a crise.Pires é presidente formal do conselho composto pelos ministérios das Relações Exteriores, Fazenda, Desenvolvimento, Turismo e Casa Civil e pelo comando da Aeronáutica. Anac e Infraero atuam como convidados permanentes.

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