Pesquisas descartam eleição plebiscitária, diz Marina

A candidata do PV Marina Silva disse hoje, em Cuiabá, que os números divulgados pelas pesquisas de intenção de voto mostram que "não haverá eleição plebiscitária" para Presidência da República. Com um discurso moderado, Marina afirmou que espera que o eleitor possa lhe olhar como alternativa para esse momento o Brasil atravessa. "O embate nós quebramos. Não haverá liquidez nesse processo e a gente vai para o segundo turno", disse ela, ao comemorar seu crescimento na sondagem Datafolha divulgado ontem.

FÁTIMA LESSA, Agência Estado

23 de setembro de 2010 | 18h43

Marina passou de 11% para 13% das intenções de voto em relação à mostra anterior, do último dia 16. No entanto, de acordo com o Datafolha, a margem de erro da sondagem é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. A disputa é liderada pela candidata do PT, Dilma Rousseff, com 49%, seguida por José Serra, do PSDB, com 28%.

"Se a gente pode discutir duas vezes o que queremos para o País, por que vamos abrir mão desta oportunidade? O segundo turno é a oportunidade de que o vencedor seja legitimado duas vezes. O segundo turno é um processo democrático e é mais saudável para a sociedade. É uma maneira de legitimar duas vezes o vencedor", defendeu a candidata.

Marina esteve em Cuiabá na manhã de hoje. Com mais de uma hora de atraso, cumpriu o seu primeiro compromisso na sede do PV numa reunião com o candidato ao governo do Estado pela coligação "Mato Grosso Muito Mais", o empresário Mauro Mendes (PSB), e militantes do PV. Depois, seguiu para conhecer a primeira Casa Marina em Mato Grosso, localizada num bairro da periferia de Cuiabá. Ela ainda participou de um ato público com poucos manifestantes na praça central da cidade.

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