Pesquisa revela situação da osteoporose no País

Uma pesquisa feita em nove Estados dá, pela primeira vez, uma idéia das proporções no País da osteoporose, doença que se tornou uma das maiores preocupações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Feito com 32 mil brasileiras com mais de 45 anos, o estudo demonstra que 13,3% apresentam fragilidade óssea, problema que aumenta o risco de fraturas. Na avaliação dos autores do estudo, os dados brasileiros são preocupantes. "Entrevistamos pessoas ativas, muitas que ainda não haviam entrado na menopausa", diz a endocrinologista Marise Lazaretti Castro, uma das integrantes da equipe que organizou a pesquisa. "Acreditamos que a osteoporose deva atingir pelo menos 20% das mulheres que já passaram pela menopausa.´ Pelos cálculos dos realizadores do estudo, cerca de 2 milhões de pessoas com mais de 45 anos apresentam fragilidade óssea e 200 mil podem morrer, vítimas da doença. No trabalho brasileiro, mulheres interessadas submeteram-se à ultrassonometria de calcâneo. O exame é usado para avaliar a possibilidade de a mulher apresentar osteoporose. "Nos casos positivos, a paciente é aconselhada a fazer exames complementares." Doença que afeta principalmente mulheres depois da menopausa, a osteoporose é uma doença progressiva que se caracteriza pela diminuição da massa óssea. O problema torna os pacientes alvo fácil de fraturas: inicialmente nos punhos, em estágios intermediários, nas costelas e, por fim, no fêmur. Nesse último caso, 90% dos pacientes têm ser submetidos a cirurgia. A maior parte dessas conseqüências, no entanto, poderia ser evitada com prevenção, diagnóstico precoce e tratamento. "Infelizmente, não é o que ocorre no País", diz. A prevenção e tratamento incluem a ingestão diária de pelo menos 1.200 miligramas de cálcio (o equivalente a um litro de leite) e exercícios físicos e, quando necessário, medicamentos. A pesquisa foi feita com a colaboração da Sociedade Brasileira de Osteoporose, Sociedade Brasileira do Estudo do Metabolismo Ósseo e Mineral, Sociedade Brasileira de Densitometria Óssea e Programa Nacional de Educação e Controle das Doenças Reumáticas.Veja gráfico

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