Pesquisa revela desrespeito a trabalhadoras domésticas

Pesquisa revela que 90% das trabalhadoras domésticas de Salvador (BA) não têm seus direitos respeitados. O trabalho foi desenvolvido pela Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas, com apoio do Ministério do Trabalho e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).Vários tipos de desrespeito foram observados pelos pesquisadores na capital baiana. Os mais graves são carga horária acima de 16 horas diárias, saúde precária, carteiras de trabalho não assinadas, demissão em caso de gravidez, ausência de folgas e de férias remuneradas. "Queremos mostrar a todos que quando as domésticas reclamam da vida que levam, elas tem razão", afirmou Creuza Maria Oliveira, coordenadora da pesquisa.A pesquisa foi divulgada durante encontro de representantes de entidades dos trabalhadores domésticos com a ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial. Os dados do livro deverão ser utilizados na elaboração de políticas voltadas para a defesa dos trabalhadores domésticos. O assunto será uma das prioridades do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial, que está sendo implantado.

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