Pesquisa mostra Kassab mais próximo de Alckmin

Distância entre os dois caiu de 21 para 10 pontos, aponta Datafolha; Marta lidera, com 41%, confirmando movimento detectado pelo Ibope no dia 16

ANA PAULA SCINOCCA, VITOR HUGO BRANDALISE E FAUSTO MACEDO, O Estadao de S.Paulo

24 de agosto de 2008 | 00h00

Pesquisa Datafolha divulgada ontem mostra que a diferença entre Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (DEM) na disputa pela Prefeitura de São Paulo caiu pela metade - de 21 para 10 pontos. O tucano, em segundo lugar, tem 24% das intenções de voto, ante os 14% de Kassab, em terceiro. Os dados confirmam o crescimento de Marta Suplicy (PT), com 17 pontos à frente de Alckmin.   Acompanhe o noticiário on lineA petista aparece com 41%. É o mesmo percentual obtido na pesquisa Ibope encomendada pelo Estado e pela TV Globo e divulgada no dia 16 de agosto - o primeiro levantamento a detectar a ascensão da candidata.Segundo o Datafolha, Alckmin caiu de 32% para 24%. Kassab, candidato à reeleição, oscilou de 11% para 14%, dentro da margem de erro, de três pontos. Paulo Maluf (PP) oscilou de 8% para 9%. É a primeira pesquisa após o início do horário eleitoral gratuito em rádio e TV.Nas simulações de segundo turno, Marta alcançaria 49% na disputa com Alckmin, que teria 44%. Contra Kassab, a petista venceria por 55% a 35%. A pesquisa, contratada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela TV Globo, ouviu 1.093 eleitores, entre os dias 21 e 22. Está registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número 01900108-SPPE.Kassab disse ter ficado satisfeito. "É importante que o eleitor me conheça, porque é a primeira vez que sou candidato a uma eleição majoritária", afirmou ele, após percorrer, com cerca de 15 usuários de cadeiras de rodas, calçadas da Avenida Paulista adaptadas para deficientes físicos."Vamos juntos, vamos à vitória que está pintando ali na esquina", bradou Marta a favelados de Paraisópolis, após ser informada sobre os resultados da pesquisa. "Acho que a população começou a pensar na campanha, começou a comparar as propostas. Não está tão difícil porque a população sabe qual é o meu parceiro", disse a petista, em referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.NAS RUASAlckmin disse que intensificará a campanha de rua. "A candidata do PT vai ter enorme dificuldade. Provavelmente, vai para o segundo turno, mas será uma eleição muito difícil. Nossa possibilidade de vencer é enorme", destacou, após cumprir a sua terceira agenda do dia, um passeio pela feira da Benedito Calixto, em Pinheiros, na zona oeste. "Vamos fazer campanha maior na rua", reforçou. E lembrou que a eleição é em 5 de outubro, "não domingo que vem".

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