Pesquisa mostra eficiência do jornal para atingir quem compra

A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) divulgou, nesta quinta-feira, em São Paulo, os resultados consolidados da pesquisa "Quero comprar - A relevância dos meios de informação no processo de compra", da Ipsos-Opinion e Ipsos-Marplan. A pesquisa revelou que os jornais atingem diretamente os responsáveis pela decisão de compra, tanto no ambiente familiar como corporativo, das empresas. A maior concentração de leitores e assinantes de jornais são das classes A e B, e 57% lêem o jornal durante o café da manhã e até a hora do almoço, ou seja, o veículo é espelho do dia anterior e agenda do dia em que é lido para quem decide.Para o presidente da ANJ, Francisco Mesquita Neto, dados como esse põem por terra os argumentos de que o custo da publicidade em um jornal deva seguir a regra de valor medido por cada mil pessoas atingidas, que hoje favorece meios de comunicação de massa como a TV. "A diferença dos jornais é que estes atingem um público qualificado e que responde pela decisão de compra, o que significa que o custo do espaço e da inserção publicitária deve levar em conta o resultado", diz.Segundo o diretor-executivo da Ipsos-Opinion, Örjan Olsen, o jornal tem muito mais peso que os demais meios de comunicação na compra de casas ou apartamentos. De 960 entrevistados pelo Grupo Ipsos nas capitais e no interior, a maioria vê também o jornal como o meio mais confiável para informações. Na resposta a uma pergunta sobre a fonte de informações usada para a compra de automóveis e seus acessórios, o jornal recebeu 57% das respostas, seguido de TV (35%), revista (5%), internet (2%) e rádio (1%). Quando o assunto é saúde e beleza, as revistas ficam com 26% das respostas e os jornais com 23%, enquanto a televisão aparece em 45% das respostas. No caso de informática, a televisão fica com 36% das respostas, os jornais com 33% e a internet com 21%.

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