Gabriela Biló e Alex Silva/Estadão e Cleia Vilana/Câmara
Gabriela Biló e Alex Silva/Estadão e Cleia Vilana/Câmara

Ipespe: Ciro e Moro superam Bolsonaro em 'probabilidade de voto'

No cenário mais provável, Lula possui 44% contra 24% de Bolsonaro; Sérgio Moro e Ciro Gomes empatam em 8% cada, seis pontos à frente de João Doria

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2022 | 11h42

Mais pessoas têm restrições a votar no presidente Jair Bolsonaro (PL) do que em Ciro Gomes (PDT) e Sérgio Moro (Podemos), segundo pesquisa Ipespe divulgada nesta quinta-feira, 27. Apenas 8% dos eleitores consultados disseram que “poderiam” votar no chefe do Planalto, enquanto para Moro e Ciro esse índice é de 28% e 39%, respectivamente. Essa categoria de resposta é o meio termo entre os eleitores que “com certeza” escolheriam um candidato e aqueles que não o fariam de maneira alguma. 

Entre todos os pré-candidatos, o atual presidente da República é quem tem a maior rejeição — 64% disseram que não votariam nele de “jeito nenhum”. Para Ciro e Moro, o percentual é de 42% e 53%, respectivamente. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece como uma opção impensável para 43% dos eleitores. 

“Com certeza” votariam em Lula 44%; em Bolsonaro, 25%; em Moro, 12%; e em Ciro, 11%. Mais que a metade disse não conhecer suficientemente o pré-candidato do Cidadania, Alessandro Vieira (54%) e do Novo, Luiz Felipe d’Ávila (53%). 

Lula se manteve com 44% das intenções de voto no cenário estimulado, com vantagem de 20 pontos sobre Bolsonaro, que tem 24%. Sérgio Moro e Ciro Gomes têm 8% cada, enquanto João Doria tem 2%. Simone Tebet, Rodrigo Pacheco e Alessandro Vieira aparecem empatados com 1%.

Primeiro turno

A pesquisa mostra ainda que Lula teria chances de vencer no primeiro turno, dentro da margem de erro, se Moro desistisse da corrida presidencial. Nesse cenário, o petista supera a soma de todos os demais candidatos por 44% a 43%. A desistência de Moro aumenta em dois pontos percentuais as intenções de voto em Bolsonaro, que passam de 24% a 26%; dois para Doria, que vai de 2% a 4%; e um para Ciro, que sobe de 8 a 9%.

A pesquisa ouviu mil pessoas por telefone nos dias 24 e 25 de janeiro. A margem de erro máximo estimada é de 3.2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06408/2022. A pesquisa Ipespe é feita sob encomenda da XP.

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