Pesquisa deixou oposição nervosa, diz Mercadante

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) disse que o resultado da pesquisa do Ibope deixou a oposição "um tanto nervosa" e atribuiu a declaração do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) a este nervosismo e à "tensão" provocada no Congresso depois do veto do governador Geraldo Alckmin (PSDB) à proibição de máquinas caça-níqueis em bares e restaurantes. Na sua declaração, ACM havia acusado "correligionários" pelos assassinatos dos prefeitos petistas Celso Daniel, de Santo André, e Antonio da Costa Santos, de Campinas. "Se o senador tem alguma novidade sobre os assassinatos dos prefeitos Toninho e Celso Daniel, é muito importante que ele apresente. Vamos cobrar as informações dele", afirmou Mercadante. Mas disse que não fará nenhuma representação no Congresso contra Magalhães.Mercadante avaliou com cautela a pesquisa do Ibope indicando melhora de Lula nas intenções de voto dos eleitores. Segundo ele, a pesquisa "mede o momento", mas considerou que ela mostra boa aceitação do presidente, apesar da crise política. "Meu candidato é Lula", disse o senador, respondendo se a pesquisa fortalece o nome do presidente para disputar a reeleição.Saia justa A visita que o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, senador Aloizio Mercadante, fez hoje ao prefeito de Campinas e vice-presidente nacional do PDT, Hélio de Oliveira Santos, causou mal-estar entres os pedetistas. Santos se disse "desconfortável" com a oposição de seu partido ao PT e ao governo Lula. O presidente do PDT em São Paulo, Paulo Pereira da Silva, respondeu que "o desconforto dele (Santos) vai aumentar" se insistir nessa postura.Santos disse que "vê com bons olhos" a candidatura de Mercadante ao governo paulista e não descartou uma possível aliança estadual entre os dois partidos, caso a verticalização seja derrubada nas eleições deste ano. Disse também - ressalvando que não falava pelo PDT, mas como prefeito - que sua aproximação com o PT é baseada em ideais comuns, e não por ser prefeito de Campinas. Mercadante não negou aliança em São Paulo: "Não sei se vamos estar juntos no primeiro ou no segundo turno. Espero que no primeiro. Se não der, no segundo. Mas, seguramente, no governo nós vamos estar juntos. Vamos ganhar a eleição", disse."Não existe nenhuma possibilidade de aliança entre o PDT e o PT em São Paulo ou nacionalmente. Nem em primeiro, nem em segundo turno", disse Paulo Pereira da Silva. De acordo com ele, o partido terá candidato ao governo de São Paulo e a presidente. "O Carlos Apolinário será nosso candidato em São Paulo", disse, lembrando que o partido ainda irá definir quem concorrerá para presidente. De acordo com Silva, Santos tem obrigação de respeitar as decisões do partido e terá problemas se mantiver o apoio ao PT. "Sei que o presidente do PDT em São Paulo tem uma posição, mas isso vai ser motivo de discussão e debate", disse o prefeito.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.