Pesquisa dá nota 6,3 para Saúde

A atuação do Ministério da Saúde em abril e maio recebeu nota 6,3, numa escala de 0 a 10, em pesquisa encomendada pelo ministério ao Instituto Uniemp, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Foram ouvidas 2.400 pessoas em todo o País. Entre as principais falhas apontadas, estão a falta de infra-estrutura em hospitais (38%) e deficiências no atendimento médico (37%). O número insuficiente de médicos e funcionários na rede pública foi citado como problema por 21% dos entrevistados, enquanto 17% reclamaram das filas enormes e 12% da demora na marcação de consultas, cirurgias, exames e internações. Outros 7% queixaram-se do despreparo e da desatenção de médicos. As campanhas de vacinação, realizadas anualmente e fortemente divulgadas, foram destacadas positivamente por 51% dos entrevistados. Para 78% da população ouvida, o fornecimento gratuito de medicamentos está entre as ações "muito importantes" do ministério, atrás apenas de programas voltados para a saúde da mulher (79%) e a vacinação infantil (79%). O levantamento anunciado nesta terça-feira pelo ministro José Serra revela melhora na avaliação do ministério em relação ao resultado anterior, de outubro de 1999, quando a nota média ficou em 4,7. "Aprecio que a pesquisa tenha mostrado melhora, mas não estou eufórico", disse o ministro José Serra, enfatizando que o resultado não é motivo para comemoração. Serra ficou preocupado com o fato de 53% dos entrevistados considerarem fácil obter remédios gratuitamente na rede pública. "E os outros 47%?", indagou o ministro. "Na saúde, a qualidade tem que ser total", declarou.

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