Pesquisa CNT mostra Roseana em 2º lugar

A 42ª rodada da pesquisa de opinião da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), feita pelo instituto Sensus, apontou um crescimento das intenções de voto para a presidência da República na governadora do Maranhão, Roseana Sarney, que se consolidou no segundo lugar na preferência dos eleitores. Roseana perde apenas para o pré-candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. Nos resultados dos votos espontâneos, Lula cresceu de 18,9% para 21% das intenções, mas Roseana teve aumento maior saindo de 1,7% para 6,2%. Com isso, a governadora do Maranhão ultrapassou os pré-candidatos Ciro Gomes do PPS (que caiu de 5,8% para 4,3%), Anthony Garotinho do PSB (que caiu de 2,8% para 2,3%) e Itamar Franco do PMDB (que saiu de 2%, para 1,5%).Também reduziram as intenções de votos espontâneo de Fernando Henrique Cardoso (de 5,7% para 4,4%), que não poderá disputar a próxima eleição. A soma dos votos de indecisos, brancos e nulos também diminuiu passando de 56,6% para 54,1%.Nenhum dos pré-candidatos do PSDB teve mais do que 1%, na pesquisa. O governador do Ceará, Tasso Jereissati, alcançou 0,8%, o ministro da Saúde, José Serra, 0,7%, e o ministro da Educação, Paulo Renato, obteve 0,1%. O presidente da Câmara, Aécio Neves, e o ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga, não foram citados na votação espontânea, ficando atrás de apresentadores de TV, como Ratinho e Sílvio Santos, que foram mencionados por 0,1% dos entrevistados.A pesquisa, realizada entre os dias 23 a 31 de outubro com 2.000 entrevistados, apontou que pelo voto estimulado o maior crescimento verificado foi o da governadora do Maranhão, Roseana Sarney. Em setembro, ela tinha 14,4% das intenções de voto e subiu para 19,1% em outubro, consolidando-se em segundo lugar, atrás do pré-candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, que teve 31,8% dos votos, pouco mais do que na pesquisa anterior, quando teve 31,3%. O ex-governador do Ceará e ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes também apresentou pequeno crescimento de 12% para 12,8%.O ministro da Saúde, José Serra, também cresceu de 4,2% para 4,8%. O governador de Minas Gerais, Itamar Franco, caiu de 10,6% para 8,2% na preferência do eleitor, assim como o governador do Rio, Anthony Garotinho, que recuou de 9% para 7,6%, e Eneás Carneiro, de 4,3% para 2,8%. Os votos de indecisos, os brancos e os nulos também tiveram queda de 14,6% para 13,1%.Também foram feitas pesquisas com outras simulações de disputa. Quando é retirado o nome do governador do Rio, Anthony Garotinho, há um crescimento generalizado de todos os demais candidatos, mas a maior beneficiária é a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, que cresce 2,7 pontos porcentuais. Quando é retirado o nome da governadora, Roseana Sarney, na terceira simulação, o maior crescimento é do ministro José Serra. Na pesquisa que inclui o governador do Ceará, Tasso Jereissati e não inclui Roseana Sarney, o candidato do PSDB teria 3,9%. Acrescentando o ministro da Educação, Paulo Renato, teria 3%.Na avaliação do presidente do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, o eleitor está tentando pinçar uma terceira via entre o candidato de oposição e o de governo. Essa terceira, segundo ele, já esteve representada por Ciro Gomes, Itamar Franco e Garotinho e agora a preferência recai sobre Roseana Sarney, que expressa o desejo de mudança do eleitor.A pesquisa CNT-Sensus apontou ainda que 35,5% dos entrevistados consideram que o presidente Fernando Henrique Cardoso deve apoiar o candidato à sucessão presidencial que for bom administrador. Em segundo lugar, com 25,6% das respostas, o candidato não deve ter se envolvido em corrupção. Em seguida, com 10%, que o candidato tenha pensamento igual ao do presidente Fernando Henrique; 8,6% acham que o candidato deve ser novo na política e 6,4%, que ele esteja bem nas pesquisa de intenção de voto. Segundo o presidente do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, essas respostas indicam que as pesquisas influenciam muito pouco na opinião dos eleitores.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.