Pesquisa aponta que 52% são contra a reforma trabalhista

CNT/Sensus também mostra que 78,7% são contrários ao aumento da idade mínima para aposentadoria

Fabio Graner, Agencia Estado

15 Outubro 2007 | 13h02

A pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira, 15, captou uma elevada resistência em relação à reforma trabalhista: declararam-se contrários à reforma 52,3%, e favoráveis, 30,4%. "Esses dados mostram que as pessoas querem reforma só para os outros. Ninguém quer mesmo reforma", disse o presidente da CNT, Clésio Andrade.   A pesquisa mostra que há uma forte resistência da população à idéia de um aumento na idade mínima exigida para a aposentadoria, como forma de solucionar o déficit da Previdência. De acordo com o levantamento, 78,7% dos entrevistados se declararam contrários ao aumento da idade mínima, enquanto 14,3% se manifestaram a favor. E 1,3% se disse favorável ao aumento da idade mínima para quem está entrando no sistema.   A pesquisa mostra também que 73,7% dos entrevistados são contra a equiparação da idade para a aposentadoria entre homens e mulheres. Apenas 20,8% se declararam favoráveis à equiparação das regras.   Empregos   A pesquisa CNT/Sensus revelou uma significativa melhora avaliação e na expectativa dos brasileiros em relação à geração de empregos. De acordo com o levantamento, 36,9% disseram que a situação de emprego melhorou nos últimos seis meses, ante 29,6% na pesquisa anterior; 29% afirmaram que o emprego ficou igual, ante 31,8% na sondagem anterior; e disseram que piorou o nível de emprego 31,3%, ante 35,2% na última pesquisa.   "Pela primeira vez, esse indicador ficou positivo", disse o diretor do instituto Sensus, Ricardo Guedes, referindo-se ao índice de 36,9%. Em termos de expectativa, para 50,6% dos entrevistados, o emprego vai melhor nos próximos seis meses, ante 46,5% no levantamento de junho. Para 27,7%, o emprego vai ficar igual, ante 28,9% na pesquisa anterior. Para 15,9%, o emprego vai piorar, ante 19,4% do levantamento de junho.   Renda   Em relação à renda, os indicadores ficaram mais estáveis. Para 27,7%, a renda mensal aumentou nos últimos seis meses, ante 26,8% em junho. Para 42,1%, a renda ficou igual, ante 43,1% na pesquisa anterior. O porcentual dos que disseram que a renda diminuiu nos últimos seis oscilou de 28,9% para 28,7%.   Em termos de expectativa, o porcentual de entrevistados que disseram que a renda vai aumentar nos próximos seis meses subiu de 44% para 45,9%, enquanto o dos que esperam que continuará igual aumentou de 36,3% para 37,8%, enquanto os que disseram que a renda vai diminuir nos próximos seis meses passaram de 15% para 10,9%.   No global, o chamado Índice de Avaliação do Cidadão subiu de 44,03%, em junho, para 44,72%, em outubro. O Índice de Expectativa do Cidadão subiu de 62,69% para 64,46%. Esses índices consideram, além das informações sobre avaliação e expectativa de emprego e renda, os dados de saúde, educação e segurança pública.   A pesquisa entrevistou 2 mil pessoas, em 136 municípios, e tem margem de erro de três pontos porcentuais para cima ou para baixo.      

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