Pesquisa anima partidos dos três principais concorrentes

Datafolha mostrou Serra na dianteira, além de empate entre Ciro e Dilma

Lisandra Paraguassú, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

17 de agosto de 2009 | 00h00

A pesquisa Datafolha divulgada neste domingo agradou a todos os partidos envolvidos. Se os tucanos comemoram a primeira posição do governador de São Paulo, José Serra, os petistas consideraram positivo o fato da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, não ter caído, apesar dos dias de exposição negativa. Já o PSB vê o empate entre Dilma e Ciro Gomes (PSB-CE) como um sinal de que a candidatura de Ciro é viável. O levantamento mostrou Serra na dianteira com 37% das intenções de voto. Já Dilma apareceu com 16%, tecnicamente empatada com Ciro, que ficou com 15%. "A pesquisa é muito boa para Dilma, porque a distância para Serra vem diminuindo e as intenções de voto estão estáveis, mesmo após dias de exposição negativa", analisa o líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP). Ele avalia que a possível saída da senadora Marina Silva (PT-AC) do partido para concorrer ao Palácio do Planalto pelo PV e o enfrentamento entre Dilma e a ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira, poderiam ter retirado pontos da ministra, o que não aconteceu. Já o senador Renato Casagrande (PSB-ES) afirma que os números do Datafolha confirmam a "viabilidade da candidatura de Ciro Gomes". Na semana passada, o deputado deu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o recado de que quer mesmo sair candidato ao Palácio do Planalto e não ao governo de São Paulo. "Ciro é um nome nacional. Compreendemos que ainda é muito cedo para esses números terem influência na eleição, mas é um resultado que o coloca no jogo", diz. Casagrande considera que o empate entre Ciro e Dilma mostra que as duas candidaturas são viáveis e PT e PSB precisam trabalhar as candidaturas. "No ano que vem faremos uma avaliação melhor", afirma.Com Serra ainda disparado em primeiro lugar, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) considera que a candidatura tucana já está consolidada. "É um voto consolidado. E, do outro lado, a candidatura governista não cresce e tem alto índice de rejeição. Esperava-se números maiores a essas alturas, com a alta exposição da ministra", avalia. Os 3% obtidos por Marina no levantamento não foram recebidos com surpresa por petistas e tucanos. "Não esperava mais da Marina e acho difícil que a candidatura dela cresça muito mais", minimizou Vaccarezza. Já Álvaro Dias considera que a senadora poderá sim ter mais votos e complicar a candidatura de Dilma. De acordo com o senador, Marina pode se beneficiar do empate observado entre Ciro e Dilma. "A tendência é ter uma polarização entre dois candidatos. Com o empate entre PT e PSB temos uma indefinição de quem pode ser esse segundo candidato, o que pode levar votos para a Marina", afirma o senador.

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