Pescadores africanos aguardam deportação em Natal

Três pescadores de Cabo Verde, arquipélago situado no litoral do noroeste africano, estão desde esta terça-feira em Natal a espera de uma decisão sobre possível deportação. O trio, que perdeu a direção para retornar ao país de origem, passou 20 dias à deriva e foi resgatado na quinta-feira, em alto-mar por um pesqueiro chinês.Eles conseguiram sobreviver a bordo do bote ?navegança?, bebendo apenas da água das chuvas. Armino Ramos Varela, 38; Antônio Carlos Tavares, 34 e Manoel Forte Tavares, 30, não falam muito bem o português, pronunciando uma mistura do idioma lusitano com o crioulo, comum na ilha africana.Ricardo Leite, chefe da Delegacia de Polícia Marítima, Aeroportuária e de Fronteira da Polícia Federal no Rio Grande do Norte, informou que os pescadores saíram do arquipélago no dia 22 de janeiro com destino a uma ilhapróxima. ?Foram surpreendidos por um forte nevoeiro e perderam o rumo de volta?, explica Leite. Quando o barco chinês encontrou os caboverdianos, elesestavam praticamente desfalecidos. Na sede da PF no Rio Grande do Norte, eles terão abrigo e comida até ser aprovado o processo de deportação. ?Eles não têm dinheiro nem documentos?, complementa o policial.Armino, Antônio Carlos e Manoel Forte, ainda debilitados, desejam retornar depressa para Cabo Verde. ?A experiência no mar não foi das melhores?, comentou Antônio Carlos. A questão da deportação será tratada pela Superintendência Nacional da Polícia Federal, em Brasília.

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