"Pesadelo" do MS acabou, avalia Lula

O presidente de honra do PT Luis Inácio Lula da Silva disse hoje que o "pesadelo" do Mato Grosso do Sul já está resolvido. A expressão foi usada por Lula há três dias para definir a intenção do governador José Orcírio dos Santos, o Zeca do PT, de convidar o ex-deputado Saulo Queiróz, membro da executiva nacional do PFL, para ocupar uma secretaria estadual. Na próxima segunda-feira, a Executiva Nacional do PT se reúne com o governador para tratar do assunto, mas não se cogita aplicar sanções, informou. "Penso que foi um equívoco que não pode se repetir, vamos ter uma conversa e acho que a coisa vai ser tranqüila", disse Lula. Na avaliação dele, o problema não é a questão da aliança, mas com quem. "Podemos fazer alianças sem cometer deslizes. Mas o PFL não pode ser aliado do PT em lugar nenhum, pois é o nosso principal adversário, é o partido que deu estrutura à toda implantação do projeto neoliberal." Lula recorda, por exemplo, que o PT tem alianças com o PSDB em algumas cidades, mas que com o PFL a repercussão seria negativa. "Nenhum prefeito ou governador pode pensar apenas na sua cidade ou no seu estado. Temos que pensar na repercussão de um ato como esse no território nacional." O governador do MS, entretanto, justifica a aliança como estratégica para ampliar o apoio eleitoral e não perder a reeleição. "Não vou recuar. Pesadelo é perder a eleição para os que sucatearam o Estado por 20 anos", disse Zeca, ao saber das declarações de Lula.

Agencia Estado,

30 de março de 2001 | 15h48

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