Pertece dá liminar à ala governista do PMDB

O Supremo Tribunal Federal entrou na briga do PMDB da Câmara em torno da escolha do líder da bancada. O ministro Sepúlveda Pertence concedeu liminar à ala da oposição anulando o ato do presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que considerou válida a lista de assinaturas indicando o deputado Wilson Santiago (PB) para substituir Waldemir Moka (MS) no comando da bancada.Nos últimos minutos da última quarta-feira, peemedebistas das duas alas chegaram a trocar socos, na Secretaria Geral da Mesa da Câmara, uma vez que a lista apresentada por Santiago tinha 36 assinaturas em cópia xerox. Só no último minuto, às 23h59, os governistas que apóiam Santiago apresentaram os originais, com duas assinaturas a menos: dos deputados cabo Júlio (MG) e Vicente Chelotti (DF) - que subtraíam a maioria de Santiago. Mas a Mesa considerou maioria mesmo assim . Os nomes foram tirados da cópia xerox às 23h47, 12 minutos antes, portanto, da apresentação da lista original.Para o ministro do STF, Sepúlveda Pertence, "a autoridade teria sido induzida a erro", referindo-se ao fato de o presidente da Câmara ter acatado a lista que conferia maioria falsa a Wilson Santiago. Pertence considerou ainda que não é possível afirmar que o impetrante do mandado se segurança, Waldemir Moka, tenha hoje maioria na bancada para manter-se na liderança. Por isso a liminar restabelece a cadeira de líder para Moka, mas sem prejuízo de novas listas que venham a ser apresentadas conferindo maioria a ele, ou a Santiago ou ainda a um terceiro nome.Antes de ser destituído, Moka reuniu a bancada e pediu aos deputados que pusessem um ponto final na guerra de listas. Um de seus aliados, deputado Mendes Ribeiro (RS) já procurou Wilson Santiago para dizer a que outra ala do PMDB só recorreu ao Supremo para garantir a eleição de líder. A ala de oposição ao governo quer que o líder seja escolhido por voto secreto, para evitar a interferência do Planalto na decisão da bancada.Wilson Santiago foi destituído anteriormente da liderança em meio à guerra em torno da candidatura própria à Presidência da República, quando ele aderiu à cúpula governista, que tentava impedir a realização de eleições prévias para a escolha do candidato.Com a decisão de Pertence, Moka voltou a ser líder até que seja apresentada uma nova lista ou realizada eleição.

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