Personalidades declaram voto em Marina em ato em SP

Personalidades declaram voto em Marina em ato em SP

O cantor e poeta Arnaldo Antunes foi o primeiro a declarar apoio à candidata do PSB

ANA FERNANDES E ISADORA PERON, Estadão Conteúdo

30 de setembro de 2014 | 16h10

A campanha de Marina Silva (PSB) à Presidência da República realizou nesta terça-feira, 30, um evento para reunir personalidades que apoiam a candidata. O primeiro a falar foi o músico e poeta Arnaldo Antunes, que já havia declarado apoio à ex-ministra em outras ocasiões. "Eu vim aqui para engrossar a torcida", disse. Ele afirmou ainda que, apesar do "bombardeio de mentiras" do qual Marina tem sido vítima, ela tem mantido uma postura firme. "Isso prova que a menina vai chegar lá", afirmou.

Antunes foi seguido por diversas personalidades, da educação à ciência política, do empresariado a representantes de comunidades indígenas.

Marina chegou pouco mais de uma hora atrasada ao evento. Foi recebida com a música composta por Gilberto Gil para sua campanha. Militantes com bandeiras da campanha também gritaram "Eduardo presente, Marina presidente", em lembrança ao candidato morto em acidente aéreo, em 13 de agosto.

Pastor. O pastor Lelis Washington Marinhos, da comissão política da Congregação-Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB), também confirmou presença no evento. Segundo ele, ainda não houve uma decisão formal da CGADB entre apoiar a ex-ministra ou o Pastor Everaldo, do (PSC). O pastor admitiu, contudo, que sua presença será uma sinalização clara da inclinação do apoio a Marina. "É uma sequência", disse Lelis.

O pastor esteve no encontro de lideranças evangélicas com a candidata do PSB, na última sexta-feira, 26. O evento não estava na agenda oficial de Marina. Na ocasião, Lelis disse ter ficado satisfeito com o discurso da ex-ministra.

Lelis disse que um apoio formal, com declaração da CGADB, provavelmente virá apenas após o segundo turno. Nos bastidores, a coordenação da campanha de Marina já considera certo o apoio, mas vê que será uma questão de menor impacto que em 2010. No último pleito presidencial, a congregação apoiou o tucano José Serra, em meio a acusações de que Dilma Rousseff (PT) teria posições pró-aborto.

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