Permanência de Temer aprofundará crise econômica e política

A avaliação é feita por parlamentares da oposição

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

18 de maio de 2017 | 17h11

BRASÍLIA - Ao comentar o pronunciamento do presidente Michel Temer, parlamentares da oposição concluíram que ao estender o mandato, o peemedebista prolonga a crise econômica e política aprofundada com as revelações do empresário Joesley Batista.

Deputados disseram que Temer não tem mais condições de permanecer no cargo. "Temer é um cadáver insepulto que precisa ser enterrado pelo Congresso Nacional", disse Alessandro Molon (Rede-RJ). Na avaliação do parlamentar, a decisão do presidente de "se agarrar ao poder" tem como objetivo retardar as consequências penais de seus possíveis crimes e ganhar tempo para que o próprio Temer organize sua sucessão numa eventual eleição indireta. Molon insistiu que a atual composição do Congresso Nacional é "suspeita" para eleger o novo presidente da República e enfatizou que só a eleição direta pode solucionar a crise.

Já o líder do PSOL, Glauber Braga (RJ), afirmou que o pronunciamento de Temer comprova que houve encontro com o empresário fora da agenda oficial e que o presidente sabia da ajuda financeira a família do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o que seria suficiente para aprovar o pedido de impeachment.

"Ele não pode acreditar que a população vai se convencer dessa tese de ação humanitária", comentou. O deputado do PSOL acredita que a decisão de Temer em permanecer no cargo vai piorar a crise política. "O pronunciamento só vai fazer com que a crise vá cada vez mais se aprofundar", emendou Glauber. 

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