Permanência de Palocci depende de Dilma, diz Carvalho

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência evitou falar sobre situação de Antonio Palocci após arquivamento das denúncias pela PGR

Andrea Jubé, da Agência Estado

07 de junho de 2011 | 16h04

BRASÍLIA - O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, evitou considerações sobre a permanência no cargo do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, sobre quem pairam dúvidas a respeito da evolução patrimonial. Ao chegar ao Palácio da Alvorada, nesta terça-feira, 7, para o almoço da presidente Dilma Rousseff com a bancada de senadores do PTB, Carvalho foi perguntado sobre a situação do ministro após o parecer do procurador-geral Roberto Gurgel, que recomendou o arquivamento das denúncias. "A permanência dele (Palocci) vai depender da presidente Dilma", disse Carvalho aos jornalistas.

Veja também:

linkSenadores da base aliada, Cristovam Buarque e Pedro Taques assinam CPI

linkOposição anuncia novo pacote de ações

video“Eu já vivi isso”, diz Lula sobre Palocci

Palocci participou do almoço com os petebistas. A presença dele chamou a atenção, já que ele não compareceu ao almoço com os senadores do PMDB na última quarta-feira. Naquela manhã, a oposição conseguiu aprovar a convocação de Palocci para prestar esclarecimentos ao Congresso na Comissão de Agricultura da Câmara.

Além de Carvalho e Palocci, o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, também participou do almoço com os seis senadores do PTB. Compareceu a bancada completa: Gim Argello (DF), Fernando Collor (AL), Mozarildo Cavalcanti (RR), João Vicente Claudino (PI), Armando Monteiro Neto (PE) e Epitácio Cafeteira (MA). Líder do PTB, o senador Gim Argello é vice-líder do governo no Senado e um dos principais aliados de Dilma no Congresso. Os petebistas deixaram o Alvorada sem falar com a imprensa.

Depois do início da crise envolvendo Palocci - e a passagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por Brasília -, Dilma vem realizando almoços com os senadores da base aliada. Ela já se reuniu com o PMDB, o PT e o PTB. O próximo almoço deve ser com o PR. O objetivo é estreitar as relações do Planalto com os senadores da base aliada. Um dos objetivos é evitar nova derrota do governo durante a votação do Código Florestal no Senado.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.