Peritos da PF em greve fazem protesto em SP por reposição salarial

Apenas um terço dos 70 profissionais estão em atividade e categoria promete mais manifestações; atos engrossam pressão de servidores federais

Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2012 | 10h59

Peritos criminais da Polícia Federal em São Paulo realizaram manifestação em frente à sede da corporação, no bairro da Lapa, na manhã desta quarta-feira, 15. Os peritos estão em greve e reivindicam reestruturação salarial e uma reposição em duas parcelas, 14% para 2013 e 14% em 2014. Eles alegam que não recebem reajuste há seis anos. Há cerca de 30 categorias de servidores federais em greve no País. Nessa terça-feira, 14, começaram as negociações entre o governo e os grevistas, mas o encontro acabou sem propostas.

 

Na sede da Superintendência Regional da PF paulista trabalham 70 peritos criminais. Apenas 30% deles estão em atividade, segundo calcula a associação dos peritos. Os peritos federais em São Paulo realizam, em média, 500 laudos por mês, incluindo perícias ambientais, químicas e sobre crimes financeiros.

 

"Queremos ser tratados com dignidade", pede Alexandre Bernard Andrea, diretor da Associação Nacional dos Peritos Criminais da PF. "Se a presidente Dilma quer melhorar a balança comercial do País tem que investir no setor público."

 

Bernard destaca que apenas a perícia do caso Banestado - evasão de U$ 30 bilhões nos anos 1990 - , garantiu devolução de R$ 8 bilhões aos cofres públicos.

 

Segundo Bernard, os peritos estão infelizes com o tratamento que o governo lhes dá. Ele lembra que os laudos periciais têm importância decisiva nas investigações da PF.

 

Nesta tarde tarde os peritos vão participar de outro ato, em frente ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região, na avenida Paulista. Os delegados da PF também vão à manifestação. Em Brasília, está prevista uma marcha na Esplanada e a expectativa é de que 15 mil participem do ato.

 

 

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