Perillo vê 'fogo amigo' em vazamento de dado de empresa

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), classificou hoje de "mentira infame" a acusação feita por setores do PT de que o PSDB poderia estar por trás do vazamento de dados do Imposto sobre Serviço (ISS) da empresa de consultoria Projeto, do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci. Além da defesa de seu partido, o governador tucano disse acreditar que a responsabilidade pelo vazamento desses dados é da própria base aliada do governo Dilma Rousseff. "Não há dúvida de que isso se trata de fogo amigo", alfinetou.

DAIENE CARDOSO, Agência Estado

25 de maio de 2011 | 14h09

Perillo salientou: "O governador Serra (José Serra) foi um dos primeiros a se solidarizar publicamente com o ministro Palocci, a mesma coisa foi feita pelo Aécio (senador Aécio Neves) e eu também me solidarizei." As afirmações do governador foram feitas após sua participação na "BIOSforum: Brasil Investimentos em Oportunidades Sustentáveis", na capital paulista.

Disputa interna

O governador de Goiás falou também a respeito da disputa interna que vem sendo travada no PSDB para a escolha da nova direção da legenda, em convenção marcada para este sábado (dia 28), e que vem dividindo aliados de Serra e de Aécio. Sobre a disputa, Perillo disse acreditar num acordo para a formação da Executiva Nacional do partido e do comando do Instituto Teotônio Vilela (ITV).

"O PSDB nunca foi para confrontos (numa disputa interna pelo comando da sigla), essa não é uma tradição do PSDB. O partido sempre escolheu seus candidatos à presidência de forma consensual", disse o governador, destacando que existe democracia interna na legenda. "A experiência ensinou aos líderes do PSDB que é melhor um bom consenso do que uma boa demanda."

Indagado sobre se apoiaria José Serra para a presidência do ITV, conforme defendem aliados do ex-governador, Perillo desconversou. "Não quero fulanizar e nem desdobrar essa história. Tenho certeza que os líderes saberão resolver essa questão de forma amigável." O ex-senador Tasso Jereissati foi convidado para presidir o instituto tucano e disse a aliados que aceita o convite.

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