Perillo diz que vai à CPI, se for convocado

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), disse nesta sexta que "se for convocado, vai prestar depoimento na CPI" do caso Cachoeira. Segundo informou o assessor de imprensa do governador, Isanulfo Cordeiro, Perillo vai prestar todos os esclarecimentos que forem necessários sobre a venda de uma casa no condomínio Alphaville de Goiânia e outros assuntos.

RUBENS SANTOS, Agência Estado

11 de maio de 2012 | 13h06

O governador compareceu ao velório do delegado Osvalmir Carrasco Melatti Júnior (38), piloto do helicóptero da Polícia Civil que caiu há três dias no interior de Goiás, mas não deu entrevistas.

A assessoria do governador tucano reafirmou que os contratos da construtora Delta com o Governo de Goiás foram auditados. Servidores e assessores envolvidos nas investigações já foram afastados. Perillo consideraria "pura ilação" a informação sobre a entrega de R$ 500 mil, por parte do grupo de Carlinhos Cachoeira, a um assessor no Palácio do Governo. "Essa história jamais aconteceu", mandou avisar.

A acusação de que o governo de Goiás está loteado por interesse do bicheiro foi refutada com veemência pelo governador. Ele disse que jamais admitiu ou permitiu influência em seu governo pelo investigado na Operação Monte Carlo. Também considerou que as ligações telefônicas que foram gravadas pela Polícia Federal estão induzido a "conclusões precipitadas".

Em entrevista à rádio CBN Goiânia, nesta sexta, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), disse que o governador Marconi Perillo deve se apresentar logo. "É urgente a presença dele na CPI", disse Rodrigues. "A existência de uma relação próxima com a organização de Cachoeira deve ser esclarecida, e esta é uma das mais graves acusações".

O senador também comentou que Perillo terá de explicar a relação do Procurador do Estado de Goiás, Ronaldo Bicca, com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. "Ele (Bicca) estava atuando de acordo com os interesses do Cachoeira", acusou. "Também o loteamento do Detran e o envolvimento de secretários de estado devem ser esclarecidos", afirmou Rodrigues.

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