Divulgação - 29.05.2012
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Perillo deve abrir próprio sigilo, diz petista após denúncia

Líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto (SP), defende acesso de CPI às informações do governador de Goiás; jornalista diz que empresa ligada a Cachoeira pagou por serviço feito em campanha eleitoral

Lilian Venturini, do estadão.com.br

01 de junho de 2012 | 11h59

A denúncia de que empresa ligada ao contraventor Carlinhos Cachoeira teria feito pagamento por serviços de campanha do governador goiano Marconi Perillo (PSDB) reforça a necessidade de quebra de sigilo do tucano, afirmou o líder do PT na Câmara, o deputado Jilmar Tatto (SP). "Como ele (Perillo) já se colocou à disposição (da CPI), espero que ele tome a iniciativa e disponibilize o sigilo dele", complementou o deputado.

 

Conforme reportagem do Estado publicada nesta sexta-feira, 1º, o jornalista Luiz Carlos Bordoni diz ter recebido R$ 45 mil da Alberto e Pantoja, empresa fantasma que segundo a Polícia Federal era controlada por Cachoeira, pelos serviços de publicidade realizados em 2010. O governo goiano afirmou desconhecer a dívida e que a empresa não pagou qualquer despesa de campanha de Perillo.

 

Em sessão da CPI realizada na quarta-feira, 30, parlamentares adiaram a votação da quebra dos sigilos telefônico, bancário e fiscal de Marconi Perillo. A oposição alegou que a liberação das informações só deveria ocorrer após a ida do governador à comissão, marcada para o dia 12 de junho. "Espero que a comissão, especialmente o PMDB, concorde com a quebra. Se não começa a ficar esquisito", disse Jilmar Tatto.

 

Na manhã desta sexta, em entrevista à Rádio Estadão ESPN, o presidente do PSDB, o deputado Sérgio Guerra (PE), afirmou desconhecer o teor da acusação feita pelo jornalista goiano, mas disse ter confiança de que Perillo esclarecerá o episódio. "Ele (o governador) tem disposição de ser investigado e de prestar depoimento. Ele tem nossa confiança e tem que esclarecer todos os fatos que forem levantados contra ele", afirmou.

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