Perícia que pode complicar Renan chegará ao Senado na terça

Para peritos da Polícia Federal , fortuna do presidente do Senado não condiz com sua renda

20 de agosto de 2007 | 13h55

Nesta terça-feira , 21, às 10 horas, o presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), recebe, em seu gabinete, o resultado da perícia da Polícia Federal realizada nos documentos contábeis do presidente do Senado, Renan Calheiros, e das empresas que negociaram gado com o parlamentar.   Veja também:     Cronologia do caso Renan     Denúncias contra Renan abrem três frentes de investigação  Veja especial sobre o caso Renan    O anúncio foi feito nesta segunda-feira, 20, por Quintanilha, que passou a manhã tentando confirmar a presença, na reunião com os peritos da PF,dos três senadores que compõem a comissão de inquérito responsável pelas investigações do caso.   " A idéia é recebermos juntos o resultado da perícia e já conversarmos sobre os próximos passos a serem dados", afirmou Quintanilha, referindo-se aos senadores Almeida Lima (PMDB-SE), Marisa Serrano (PSDB-MS) e Renato Casagrande (PSB-ES).     A fortuna acumulada pelo presidente do Congresso nos últimos anos não tem amparo nas rendas de parlamentar e pecuarista. A movimentação bancária no período de 2002 a 2006 está acima da renda declarada e o montante a descoberto não tem origem justificada.   Os recibos e notas fiscais apresentados como defesa, muitos emitidos por empresas inidôneas, também não são suficientes para comprovar que Renan faturou R$ 1,9 milhão com a venda de bois no período.   Essas três constatações deverão estar presentes no laudo realizado pelo Instituto Nacional de Criminalística (INC) da Polícia Federal nos documentos apresentados por ele ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, onde ele responde a processo de quebra de decoro. Renan é acusado de ter despesas pessoais pagas pelo suposto lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior.   (Com Agência Senado)

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