ANDRE DUSEK/ESTADAO
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Perícia deve atrasar rito do impeachment

Fase dedicada a ouvir testemunhas e colher provas deverá acabar no dia 25; senadores da base de Temer buscam correr com prazos

Isabela Bonfim, O Estado de S. Paulo

15 de junho de 2016 | 08h59

A base do presidente em exercício, Michel Temer, sofreu um revés na comissão do impeachment após a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, de aceitar recurso da defesa de Dilma Rousseff para a realização de uma perícia no processo. Novamente, o calendário deve ser prolongado. Desta vez, em até oito dias.

“Possivelmente teremos o trabalho de instrução entrando pela semana que vem. Aliás, quando apresentei como proposta o cronograma, alertei que a fase de instrução seria necessariamente mais flexível”, disse o relator do processo, Antonio Anastasia (PSDB-MG).

A fase mencionada pelo relator, que é dedicada a ouvir testemunhas e colher provas, estava prevista para ser encerrada sexta-feira, 17. Agora, a instrução deve ser estendida até o dia 25, prazo para realização da perícia. O procedimento será conduzido por técnicos do Senado. Os nomes foram indicados pelo presidente do colegiado, Raimundo Lira (PMDB-PB), e aprovados pelos demais senadores.

Senadores da base de Temer buscam, diariamente, correr com os prazos. Na última sessão, adotaram a estratégia de não fazer perguntas às testemunhas. A base aliada minimizou o fato de Lewandowski ter derrubado a decisão do colegiado de cancelar a perícia. Nesta terça-feira, 14, senadores defenderam que a perícia não deve prolongar o processo.

Testemunhas. Simone Tebet (PMDB-MS) argumenta que o que vai atrasar o cronograma é quantidade de testemunhas da defesa, não a perícia. Dilma Rousseff poderá trazer até 40 depoentes para falar em seu favor. Até o momento, apenas dois foram ouvidos.

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