Perfil de ministro é válido para Aldo, afirma Chinaglia

O líder do governo e candidato à presidência da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse nesta sexta-feira que não está negociando um cargo de ministro no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com ele, o perfil de ministro é mais apropriado para seu adversário na disputa pelo comando da Casa, o atual presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Na quinta-feira, o ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro, havia afirmado que Chinaglia e Aldo têm condições de assumir um ministério no governo Lula. "Me sinto honrado com as palavras do ministro", disse o deputado. "Elas são válidas para o deputado Aldo Rebelo, mas, neste momento, tratar de ministério não é apropriado. Eu espero ser presidente da Câmara". O petista falou à imprensa no Palácio do Planalto, onde participará nesta sexta-feira, com Lula e Aldo, da cerimônia de sanção da lei que define as diretrizes nacionais para o saneamento básico. Sobre a posição do presidente Lula, que é favorável a um acordo entre Chinaglia e Aldo em favor de uma candidatura única para a base, o líder do governo na Câmara disse que, toda vez em que se tenta um acordo para definir candidatura única, o resultado não é bom. "A mim só cabe fazer campanha", disse. "Eu estou em campanha, e quem está em campanha está preparado para o voto". Vaga de ministro Na tentativa de evitar mais uma derrota para o governo e conseguir um consenso entre os dois candidatos, Lula deve oferecer um ministério em seu segundo mandato para aquele que desistir de disputar a presidência da Câmara. De acordo com o Estado, auxiliares de Lula negaram que se trate de prêmio de consolação. A eleição que definirá a sucessão na Casa está marcada para o dia 1º de fevereiro. A preocupação do presidente é evitar o que aconteceu em 2005, quando o PT lançou dois candidatos ao cargo - Luiz Eduardo Greenhalgh e Virgílio Guimarães - e ambos perderam para Severino Cavalcanti (PP-PE).

Agencia Estado,

05 Janeiro 2007 | 13h00

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