Pereira reforça responsabilidade de Lula, diz Bornhausen

O presidente do PFL, Senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), disse hoje que as últimas declarações do ex-secretário-geral do PT, Silvio Pereira, são um fato muito grave. Pereira, em entrevista publicada na edição de domingo (7) do jornal O Globo, revelou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandava no PT mesmo após eleito e que o partido pretendia reunir R$ 1 bilhão no valerioduto."A confirmação, por meio de uma confissão, de quem vivia e convivia com o presidente da República, de que Lula sabia de tudo e participava das decisões do PT são indícios fortíssimos de crime de responsabilidade por parte de Lula", declarou. O senador está na sede da Federação do Comércio de São Paulo (Fecomércio-SP) para participar do seminário "A Constituição de 1988 e o custo Brasil".Bornhausen adiantou que o PFL aguarda o posicionamento da Ordem dos Advogados Brasil (OAB), a ser apresentado hoje, sobre um eventual pedido de impeachment do presidente Lula.Ele adiantou, entretanto, que o PFL apoiará a tese de impeachment caso este venha a ser o posicionamento da OAB. Isto porque, explicou Bornhausen, a legenda não vê nenhuma relação direta de comprometimento das eleições deste ano, caso o mandato de Lula seja cassado. "Uma coisa não tem nada a ver com a outra", opinou.Além da manifestação de Silvio Pereira, o presidente do PFL entende que o presidente Lula também foi envolvido em crime de responsabilidade por conta da declaração do publicitário Duda Mendonça, ex-marqueteiro do PT, que parte dos pagamentos das despesas da campanha eleitoral de 2002, vieram do exterior. Bornhausen entende ainda que a falta de explicações do empréstimo tomado por Lula junto ao PT, com recursos do Fundo Partidário, e que depois foi citado pelo presidente do Sebrae, Paulo Okamoto, seria a terceira variável capaz de justificar o envolvimento do presidente Lula em crime de responsabilidade. "A Constituição é para ser cumprida e se alguém de respeito e de responsabilidade entrar com pedido de "impeachment", cabe a Câmara dos deputados examinar a admissibilidade e, se esta for aceita, cabe ao Senado Federal julgar", insistiu.

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