Perder reeleição para Câmara 'é detalhe', diz Freire

O presidente do PPS, Roberto Freire, que já foi deputado federal por seis mandatos e ocupou uma vaga no Senado por Pernambuco, saiu derrotado das urnas no último domingo, 5, pela primeira vez desde que assumiu entrou para a Câmara em 1979. Freire, que está com 72 anos, ficará pela primeira vez fora do Congresso em 35 anos de carreira política.

NIVALDO SOUZA, Estadão Conteúdo

09 de outubro de 2014 | 15h22

O parlamentar minimiza a votação baixa obtida em São Paulo, afirmando que é um "detalhe" ter perdido recebido apenas 62.823 votos, o que lhe garantiu a 91ª posição entre os postulantes a uma vaga como deputado pelo Estado. A bancada paulista tem 70 cadeiras na Câmara. "O problema de não ser eleito é do próprio sistema eleitoral. Se todos entrassem, não teríamos condições de falar em representatividade, em proporcionalidade, isso é detalhe", afirma.

Freire teve destaque como um dos principais quadros da esquerda brasileira, inicialmente como quadro do MDB, antigo PMDB de enfrentamento da Ditadura Militar (1964-1985). Ele militou pelo PCB, nos anos 1980, até criar o PPS. Em 2003, mudou seu domicílio eleitoral para São Paulo, por onde foi eleito deputado duas vezes. Ele assumiu uma postura de oposição ao governo do PT e hoje é um dos críticos mais ferrenhos da presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff.

Agora, diante da rejeição das urnas, Freire fala em ajudar o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, a "derrotar o lulo-petismo". Ele afirma que o PPS está forte para ajudar em Estados como o Ceará, mas reconhece que não poderá ajudar o tucano na unidade da federação que escolheu a partir de 2003. "Em São Paulo não é um lugar onde a gente possa contribuir mais", afirma.

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