Perdas com Sete Brasil chegaram a R$ 3 bilhões

Funcef, Petros, Previ e Valia investiram na empresa criada para gerenciar a construção das sondas do pré-sal

O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2016 | 03h00

No ano passado, os fundos de pensão Petros e Funcef tiveram de registrar perdas que somadas se aproximaram dos R$ 3 bilhões com o investimento que fizeram na Sete Brasil. A empresa que foi criada para gerenciar a construção de sondas para o pré-sal quebrou financeiramente com uma dívida de R$ 18 bilhões. A companhia entrou em um processo de recuperação judicial, para tentar colocar pelo menos parte das sondas que pretendia em funcionamento.

Além de Petros e Funcef, também Valia, dos funcionários da Vale, e Previ, do Banco do Brasil, investiram na empresa por meio do FIP Sondas. Os valores foram menores, cerca de R$ 150 milhões cada um. Fontes próximas a esses fundos relatam que entraram no investimento quando a ideia era construir sete sondas, por isso o nome Sete Brasil, e que já tinham sido contratadas pela Petrobrás. Algum tempo depois, no entanto, decidiu-se ampliar para 29 sondas. Foi quando Petros e Funcef aportaram mais recursos na companhia. 

A Sete é investigada na Operação Lava Jato por esquemas de pagamentos de propinas a executivos da empresa por parte de estaleiros que ganharam os contratos. Nesta segunda-feira, 5, na Operação Greenfield, os dois principais executivos da Sete Brasil à época, João Carlos Ferraz e Eduardo Musa, foram proibidos de exercer funções em empresas e no mercado financeiro.

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