Perda de sede da Copa de 2014 agita debate no Pará

A perda pelo Pará da subsede da Copa do Mundo de 2014 para o Amazonas foi o tema predominante do último debate entre os quatro candidatos ao governo paraense promovido pela TV Liberal, afiliada da Rede Globo. A governadora Ana Júlia Carepa (PT), que disputa a reeleição, atribuiu a perda a "critérios da Fifa". Segundo ela, o Estado possuía um dos melhores projetos para sediar o mundial, embora tenha sido "injustiçado". O candidato e ex-governador Simão Jatene (PSDB), que tenta voltar ao poder e lidera as pesquisas de intenção de votos, disse que Ana Júlia confiou apenas no fato de "ser amiga de Lula", para trazer a Copa para o Pará, mas isso não foi suficiente.

CARLOS MENDES, Agência Estado

29 de setembro de 2010 | 08h44

Domingos Juvenil (PMDB) e Fernando Carneiro (Psol) preferiram atacar os governos do PT e do PSDB, responsabilizando a ambos pela Copa ter ido para o Amazonas. Na réplica, Carneiro disse que a falta de investimentos em infraestrutura na cidade de Belém foi a principal causa de o Pará ficar sem jogos da Copa. Outros dois temas que provocaram cutucadas e ironias entre os candidatos foram desmatamento e saúde. Carneiro acusou governos passados pelo fato de o Pará ser o líder de desmatamento em toda a Amazônia. Jatene respondeu que o problema é histórico e está ligado a um modelo de ocupação "imposto pelo governo federal".

A Amazônia, segundo Jatene, foi ocupada desordenadamente para explorar seus recursos naturais. Ele explicou que o macrozoneamento econômico e ecológico foi a solução encontrada pelos governos tucanos para solucionar parte do problema. Carepa acrescentou que no governo petista algumas providências foram tomadas para redução do desmatamento, incluindo políticas de amparo aos pequenos trabalhadores rurais e ampliação da reforma agrária.

A governadora rebateu as críticas de que o Pará é o quarto Estado mais violento do País, afirmando que embora tenha recebido de Jatene uma segurança pública "sucateada, com viaturas quebradas e policiais sem armamento", investiu no setor, contratando novos policiais e adquirindo armamento moderno. "A população agradece quando eu visito as cidades e os bairros, dizendo que agora ela vê policiais e viaturas nas ruas", arrematou Carepa.

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