Pequim tem entre 100 e 200 casos de pneumonia, diz OMS

O número de casos prováveis de pessoas com pneumonia asiática na capital chinesa poderá ser entre 100 e 200, segundo a estimativa da Organização Mundial de Saúde divulgada hoje.Desse modo, a OMS confirmou informações de que os 37 casos notificados oficialmente não correspondem à realidade. "A equipe da OMS viu que há mais casos em Pequim do que os anunciados pelo governo", afirmou o perito da OMS, Wolfgang Praise, membro de uma delegação que visitou nos últimos dias hospitais da capital, incluindo militares, onde circulam informações de dezenas de casos de infecção.Segundo o especialista alemão, a discrepância resulta do fato de "os hospitais militares (de Pequim) terem o seu próprio sistema de vigilância e informação de casos", não divulgando ao governo de Pequim o número de casos ou mortes por contágio da Síndrome Respiratória Aguda Severa (Sars), ou pneumonia asiática."Não podemos falar muito disso com grande detalhe. Nos foi pedido que mantivéssemos os dados confidenciais," disse Praise. "A minha estimativa aponta para 100 a 200 casos acumulados prováveis", disse Alan Schnur, representante da OMS em Pequim, precisando que "sobobservação poderão estar mais de mil".Os peritos assinalam, contudo, não dispor ainda de dados suficientes para tirar conclusões sobre o quadro geral da evolução do surto da doença em Pequim, que já matou quatro pessoas na capital, segundo os dados oficiais.Após a ronda pelas unidades hospitalares e reuniões com autoridades locais e técnicos de saúde de Pequim, a OMS concluiu que "o sistema de vigilância precisa de ser melhorado urgentemente"."O atual sistema de vigilância ainda não é suficientemente bom para identificar o número de casos de Sars em Pequim", declarou o líder da equipe, James Maguire, na opinião do qual o governo do município da capital está reagindo deuma "forma muito lenta"..A OMS quer que Pequim revele todos os casos prováveis, suspeitos e sob observação, o que, segundo Henk Bekedam, representante permanente da delegação da organização na capital chinesa, servirá também para acabar com os rumores e "restaurar a confiança no s números oficiais chineses"."Aconselhamos fortemente o governo chinês a lidar com os rumores, a dar respostas concretas", disse Bekedam, garantindo que a OMS vai "continuar pressionando" a China.A OMS acredita que os números reportados pela província de Guangdong "são verdadeiros" e que o sistema de vigilância é operacional.Além de ser "diferente do de Pequim, inclui os números dos hospitais militares", referiu. Guangdong, província do sul da China, onde foi registrado o primeiro caso de Sars em novembro de 2002, tem 1.277 casos acumulados e 46 mortes.A "maior preocupação" da OMS "no longo prazo", confessou Bekedam, é a situação nas províncias pobres da China, uma vez que a rede nacional de vigilância, para divulgar a evolução diária do surto da doença no país, "funciona mal".Três equipes da OMS, "pelo menos", segundo Alan Schur, serão enviadas em breve para o continente chinês. De acordo com a última atualização do ministério da Saúde chinês, o número de casos acumulados na China soma agora 1.445, incluindo 65 mortes. SRASVeja o índice de notícias sobre a pneumonia atípica

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