Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão

Pepe Vargas vai para a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência

Petista vai para pasta após o vice-presidente Temer assumir a articulação política do governo, petista va

Vera Rosa, O Estado de S. Paulo

07 Abril 2015 | 17h46

Atualizado às 14h37

Brasília- O petista Pepe Vargas será o novo ministro-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, até agora ocupada por Ideli Salvatti. Pepe perdeu nessa terça-feira, 7, o posto de ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), depois que a presidente Dilma Rousseff entregou a articulação política do governo para o vice-presidente Michel Temer.

Ideli sai de Direitos Humanos e está cotada para assumir a direção dos Correios. O Palácio do Planalto deve anunciar as substituições ainda nesta quarta. A ministra Ideli Salvatti, inclusive, já cancelou participação programada para esta quinta na Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade - Reatech, em São Paulo. Ideli assumiu a Secretaria de Direitos Humanos em 1º de abril de 2014. Esteve à frente da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República no período de junho de 2011 a março de 2014. Antes, comandava o Ministério da Pesca e Aquicultura.

Pepe não escondeu a mágoa de Dilma ao ter de deixar a SRI. Tudo por causa da forma como foi conduzida a transição. Na segunda-feira, a presidente convidou o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha (PMDB), amigo de Temer, para assumir a articulação política do Planalto. O convite, entretanto, "vazou" enquanto Pepe ainda exercia suas funções. Para piorar, Padilha acabou recusando o convite, alegando motivos pessoais, e Dilma foi obrigada a arranjar uma solução rápida para a crise, convidando Temer, que comanda o PMDB e aceitou a missão.

Pelo novo desenho do “núcleo duro” do Palácio do Planalto, as funções da Secretaria de Relações Institucionais serão incorporadas pela Vice-Presidência da República. Com isso, o número de ministérios passará de 39 para 38. Dilma prometeu a Temer que ele terá autonomia para negociar com o Congresso.

Dilma disse a Pepe que não estava agindo sob pressão dos presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), nem do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). "Essa conta é nossa. Não é sua", afirmou a presidente, na conversa com Pepe.

 

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