Pablo Valadares/Estadão
Pablo Valadares/Estadão

Penitenciária da Papuda abrigará parte dos detidos

Complexo, que fica a meia hora da Esplanada dos Ministérios, já recebeu políticos e chefes do PCC e da máfia do caça-níqueis

Lígia Formenti - O Estado de S.Paulo,

15 de novembro de 2013 | 23h53

BRASÍLIA - O Complexo Penitenciário da Papuda, que abrigará parte dos condenados no mensalão em um primeiro momento, já tem "know-how" para receber réus "ilustres".

O centro - que agora deverá ser o destino do ex-presidente do PT José Genoino, do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares - é hoje endereço do deputado federal Natan Donadon (sem partido-RO), que cumpre pena de mais de 13 anos de prisão por desvio de recursos da Assembleia Legislativa de Rondônia, da qual era diretor financeiro.

Instalado a cerca de meia hora da Esplanada dos Ministérios, o Complexo Penitenciário da Papuda foi - e é -, em seus 40 anos de existência, destino de uma lista de políticos e criminosos perigosos e conhecidos.

Outro político abrigado na penitenciária foi o então prefeito de Macapá, capital do Amapá, Roberto Góes (PDT), acusado de ocultar e destruir provas para atrapalhar investigações sobre desvios de recursos do governo federal, irregularidades em licitações e contratações fraudulentas. Ele foi preso em 2010 num desdobramento da Operação Mãos Limpas e se juntou a um de seus assessores, Luís Adriano Ferreira, que também já estava detido.

Também passaram pelo complexo o deputado distrital Geraldo Naves (DEM) e Pedro Paulo Dias (PP), ambos investigados no caso conhecido como mensalão do DEM no Distrito Federal. A penitenciária foi ainda destino do ativista italiano Cesare Battisti, cujo pedido de extradição foi alvo de uma longa discussão no Supremo Tribunal Federal.

O empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, apontado como chefe da máfia de caça-níqueis, também passou pela prisão.

O complexo é formado por três blocos prisionais, com cerca de 9 mil presos. Cerca de 1,5 mil funcionários trabalham no local. Este ano, uma reforma começou a ser executada para ampliar a capacidade do regime semiaberto. O projeto, que prevê a abertura de 600 novas vagas, vai consumir R$ 3,4 milhões e deverá ser concluída em junho de 2014.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.