Peluso e Barbosa Gomes são os nomes para o STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou hoje no Palácio do Planalto a indicação de dois novos juristas para integrar o Supremo Tribunal Federal (STF): o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, Antonio Cezar Peluso, 60 anos; e o procurador da República no Rio de Janeiro, Joaquim Benedito Barbosa Gomes. Ontem, Lula havia anunciado em Aracaju a indicação do advogado sergipano Carlos Ayres de Brito, 60 anos, para uma das três vagas abertas no STF. A mensagem presidencial com a indicação ao Senado dos três juristas para compor o STF deve ser encaminhada ainda hoje.Desde que Lula assumiu o governo, falava-se que ele seria o primeiro presidente a indicar um negro para o STF. A indicação de Joaquim Benedito Barbosa Gomes; nascido em Paracatu (MG), há 48 anos, formado na Universidade de Brasília, ele será o primeiro negro a ocupar um dos assentos da mais alta corte do País.Escolha levou em conta capacidade profissional e visão socialAo anunciar as duas novas indicações, Lula afirmou que "neste momento o Brasil precisa de muita tranquilidade e seriedade para levar à frente as reformas". Segundo ele, a escolha dos novos ministros levou em conta a capacidade profissional e uma visão social. "O STF não é uma instância de amigos. É uma instância das mais importantes do nosso País. Ninguém pode recorrer das decisões do STF", destacou.O presidente comentou, em breve discurso, o fato de nunca ter tido um encontro com o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, Antonio Cezar Peluso, um dos indicados por ele para o STF. No caso do outro indicado, o procurador da República no Rio de Janeiro, Joaquim Benedito Barbosa Gomes, Lula contou que teve um encontro com ele em Paris, há 14 anos, quando o jurista fazia doutorado. Ressaltou ainda que o advogado sergipano Carlos Ayres de Brito, cuja indicação para o STF foi anunciada ontem, "é um companheiro do partido". Acrescentou, porém, que há muito tempo não o via. Lula disse ainda que a escolha dos três levou em conta conversas que teve com os ministros da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, da Casa Civil, José Dirceu, e com o advogado geral da União, Alvaro Ribeiro. "O poder Judiciário e outros poderes precisam conquistar muito mais a opinião pública", recomendou.

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