Peluso corrige voto e aumenta pena de Pizzolato

Ministro não havia somado o crime de lavagem de dinheiro; pena passa a 12 anos e um mês

Eduardo Bresciani, de O Estado de S. Paulo e Ricardo Brito, da Agência Estado

30 de agosto de 2012 | 19h46

O ministro Cezar Peluso, do Supremo Tribunal Federal corrigiu seu voto no processo do mensalão para aumentar a pena proposta para o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato. Na dosimetria feita nesta quarta-feira, 30, em plenário, o ministro tinha esquecido de somar a pena pelo crime de lavagem de dinheiro. A alteração foi informada pela assessoria do STF.

Com a mudança, a pena proposta a Pizzolato passa de 8 anos e 4 meses para 12 anos e um mês. Para o ministro, ele praticou os crimes de corrupção passiva, dois peculatos e lavagem de dinheiro.

Foi mantida a proposta dele de pena de 6 anos, em regime semiaberto, para o ex-deputado federal João Paulo Cunha, de 16 anos para Marcos Valério e de 10 anos e 8 meses para os ex-sócios Cristiano Paz e Ramon Hollerbach.

Peluso participou apenas dessa parte do julgamento porque se aposentará de forma compulsória por completar 70 anos na próxima segunda-feira. Ele foi o único dos ministros a já propor penas para os réus.

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