FILIPE BISPO/FOTOARENA
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Pelo PSOL, Edmilson Rodrigues é eleito prefeito em Belém

Ele venceu o delegado Eguchi, do Patriota com 51,76% dos votos

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2020 | 17h48

O candidato do PSOL Edmilson Rodrigues foi eleito prefeito de Belém neste domingo, 29. Trata-se da segunda vez em que uma capital do País é comandada por um prefeito do partido. Em 2012, Clécio Luis conquistou a prefeitura de Macapá pelo PSOL. 

Edmilson Rodrigues venceu o delegado Eguchi, do Patriota, que teve 48,25%. Em campos opostos, os dois protagonizaram debates quentes na TV e chegaram ao segundo turno em empate técnico. Edmilson prega o diálogo aberto com todas as classes e fez uma campanha com ideais de esquerda. 

Com uma vitória apertada, Edmilson Rodrigues (PSOL) levou 51,7% dos votos válidos. O resultado do segundo turno foi confirmado por volta das 17h45, quando 98,56% das urnas já tinham sido apuradas. A primeira manifestação do candidato após a confirmação do resultado foi por meio de sua conta no Twitter, com a curta frase "O Prefeito tá ON". 


Desta vez, ele divide a gestão com o vice Edilson Moura, do PT, que tem 57 anos. Neste segundo turno, Edmilson recebeu apoio do Partido Verde, do ex-candidato Cássio Andrade (PSD) e, indiretamente, do governador Helder Barbalho (MDB). Também fazem parte da coligação vencedora os principais partidos da esquerda, como PCdoB, PDT, PCB, Rede, UP, incluindo o PT, o qual indicou o vice à chapa. 

Em entrevista à imprensa, Edmilson falou sobre unir forças para acabar com a miséria, a fome e transformar Belém em uma cidade moderna. "Vamos governar para todos. Belém é uma cidade desigual, com problemas estruturais, exige projetos de grande envergaduras. Vamos somar esforços com todas as cores. Eu já conversei com as autoridades. Com vários deputados federais, conversei com o governador (Helder Barbalho) e com o atual prefeito Zenaldo Coutinho, e todos sabem da nossas diferenças, mas eu tenho de ser coerente", disse. 

Sobre as coligações feitas no segundo turno, o prefeito eleito enfatizou: "Nós iniciamos a campanha com a frente de esquerda, sem o PSB, e a campanha cresceu e todas as cores assumiram a campanha no segundo turno. Naturalmente que outra parte tinha uma visão diferente de cidade e exerceu o seu direito de cidadão de votar, e eles merecem todo o nosso respeito". Ele prometeu fazer um mutirão para a limpeza da cidade e para a geração de emprego a partir de janeiro de 2021. 

Ed, como carinhosamente é chamado, foi prefeito entre 1997 e 2000, sendo reeleito em 2001-2004. Atualmente, ele ocupava uma vaga na Câmara dos Deputados, em Brasília, em seu segundo mandato. Na vida pública, Edmilson também já foi, por duas vezes, deputado estadual. Nesta eleição, ele declarou um patrimônio de R$182.305,80. 

Com a diferença de pouco mais de 26.568 votos, o estreante Eguchi, de 57 anos, iniciou sua vida pública em 2018, quando se lançou a deputado federal, mas não foi eleito. Na corrida ao Palácio Antônio Lemos, Eguchi não contou com apoio de outros partidos e lançou uma chapa única, dispensando o fundo partidário e com pouco mais de 10 segundos de tempo na TV. Com tom bolsonarista, ele pregava ideais da extremamente direita e de defesa da família tradicional./COLABOROU ROBERTA PARAENSE, ESPECIAL PARA O ESTADÃO

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