Pelo menos seis ministros devem deixar cargo para disputar eleições

Será com uma equipe reserva que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terminará seu mandato. Na Esplanada, vários ministros pretendem sair candidatos nas eleições de 2010. Por imposição da lei eleitoral, a desincompatibilização do cargo deve ocorrer pelo menos seis meses antes das eleições. No topo da lista dos desfalques está a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, gerente das obras de infra-estrutura, o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Mas antes do prazo legal a ministra não sai. Trata-se, segundo assessores, de uma forma de dar visibilidade à candidata escolhida por Lula para sua sucessão. Na Justiça, Tarso Genro deve sair candidato ao governo do Rio Grande do Sul. Paulista, professor universitário e identificado com a turma "light" do PT, o ministro da Educação, Fernando Haddad, também é apontado como candidato petista a um cargo eletivo. Há quem aposte que Lula pretende vitaminar a candidatura de Haddad para o governo de São Paulo. Gestor do Bolsa-Família, o ministro Patrus Ananias (PT), do Desenvolvimento Social, já anunciou que disputará o governo de Minas. Não será surpresa se concorrer com outro ministro, Hélio Costa (PMDB), das Comunicações. Orlando Silva, ministro dos Esportes, almeja disputar pela primeira vez um cargo eletivo. De abril a dezembro de 2010, Lula governará com uma equipe de secretários-executivos, já prevêem assessores. São funcionários de carreira da administração federal e apadrinhados do Planalto e de partidos da base aliada que já trabalham nas ações e projetos tocados pelo governo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.