Pelegrino e ACM Neto fazem debate agressivo

Os candidatos à Prefeitura de Salvador, Nelson Pelegrino (PT) e ACM Neto (DEM), fizeram um agressivo debate na noite de desta quinta-feira, em encontro promovido pela Band Bahia. Em ataques mútuos durante todo o programa, foram destacados, entre outros, o julgamento do mensalão - e as relações de Pelegrino com os condenados pelo Supremo Tribunal Federal -, o chamado mensalão do DEM e acusações de corrupção na prefeitura de Salvador.

TIAGO DÉCIMO, Agência Estado

18 de outubro de 2012 | 23h42

Os últimos governos da Bahia e a atual prefeitura tampouco foram poupados. Rebatendo a uma fala de Pelegrino, que disse integrar "um time que está mudando o Brasil e a Bahia", Neto alegou que o governo baiano, liderado pelo petista Jaques Wagner, "é um time que está perdendo de goleada" e que "é preciso mudar". "A Bahia está perdendo o jogo da segurança pública e da mobilidade urbana", disse.

Pelegrino, então, decidiu atacar a administração do então PFL (atual DEM) no Estado, que antecedeu o governo Wagner. "Na época deles, a Bahia era a terra do grampo, do grupo de extermínio." Pouco depois, em uma troca de acusações sobre escândalos de corrupção protagonizados pelos partidos dos candidatos, Neto perguntou a Pelegrino se, mesmo depois de condenados, o ex-ministro José Dirceu e outras lideranças petistas continuariam sendo celebrados pelo partido, ou se ele defendia a expulsão deles do PT. O democrata lembrou que o DEM expulsou o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e o ex-senador Demóstenes Torres. Surpreendentemente, Pelegrino escapou da resposta dizendo que "quem celebrava José Dirceu, quem vivia andando com ele, era o senador Antônio Carlos Magalhães". Neto ficou contrariado. "Respeito com quem não está mais aqui para se defender. Isso não é verdade."

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