Wilton Júnior/Estadão
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Pela segunda vez, governo consegue impedir instalação de CPI no Senado

Sete senadores, entre eles os seis da bancada do PSB, decidiram retirar as suas assinaturas de apoio para a criação da CPI dos Fundos de Pensão

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

09 Abril 2015 | 16h03

BRASÍLIA - Dois dias depois de o vice-presidente Michel Temer assumir a articulação política do governo, o Palácio do Planalto conseguiu impedir, pela segunda vez esta semana, a criação de uma CPI no Senado.


Sete senadores, entre eles os seis da bancada do PSB, decidiram retirar as suas assinaturas de apoio para a criação da CPI dos Fundos de Pensão. Com as desistências, a oposição conseguiu apenas 25 nomes, dois a menos do que o exigido pela Casa para a criação de uma comissão.


Em nota, a bancada do PSB afirmou que decidiu retirar os apoios para "concentrar suas forças e energias" no funcionamento de outras três comissões: a do HSBC, da Operação Zelote e a que vai investigar o extermínio de jovens. 


"A bancada do PSB alerta que a proliferação de CPIs dispersa o trabalho no Senado Federal, enfraquece a investigação, desviando as atenções do debate das grandes questões nacionais", diz o texto.


Na quarta-feira, senadores também retiraram assinaturas e impediram a instalação de outra CPI articulada pela oposição, que investigaria o BNDES.


Integrantes da base aliada trabalharam durante a semana para impedir a criação das duas CPIs. No caso da investigação sobre o BNDES, o PSB vinha sendo considerado pela oposição como o "fiel da balança" para conseguir o número de assinaturas necessárias para a instalação da comissão. 

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