Pela CPMF, PT não quer acirrar disputa pela sucessão de Renan

A líder do partido, Ideli Salvatti, diz que o 'foco agora é a normalização das atividades do Senado'

CIDA FONTES, Agencia Estado

15 Outubro 2007 | 17h10

O PT não pretende acirrar a disputa pela sucessão de Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência do Senado para não contaminar a votação da emenda que prorroga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A líder do PT, senadora Ideli Salvatti (SC), chegou ao Senado pedindo calma aos colegas. "O foco central agora é a normalização das atividades do Senado e muita calma", afirmou.   Veja também:     Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  PSOL quer abrir 6° processo contra Renan; Mesa discute o 5° Após pressão de quase 5 meses, Renan se afasta da presidência Os petistas sabem que uma disputa agora pelo cargo de Renan só acirraria os ânimos e prejudicaria os interesses do Planalto. "Nada de disputa", observou Ideli, acrescentando que a votação da emenda que prorroga a CPMF vai precisar de "muita negociação e conversa". Por isso, a ordem é estabelecer um clima amistoso com a oposição para tentar reduzir os prazos de tramitação, que estão muito apertados. A líder do PT afirmou que "há margem para negociar" a CPMF, ressaltando a proposta de desonerar outros tributos, desde que apresentados de forma concreta. Amanhã, os líderes partidários almoçam com o presidente em exercício do Senado, Tião Viana (PT-AC), para discutir a agenda de votações. Tião já despacha no gabinete da presidência e inclusive faz a primeira reunião da Mesa Diretora.   Na última quinta, o presidente do Senado pediu licença de 45 dias do cargo, após cinco meses de pressão.       Racha no PMDB     O senador Gerson Camata (PMDB-ES) defendeu nesta segunda o nome do senador Pedro Simon (PMDB-RS) para suceder Renan.    Do grupo do PMDB independente, Simon é apontado como o candidato ideal, capaz de levantar a credibilidade da Casa, abalada com o período de crise provocado pelas denúncias contra Renan Calheiros. "Simon é também o nome certo para o governo, pois não haverá negociatas com o Planalto", disse Camata. Embora considere o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) um nome respeitável, o peemedebista avalia que Simon tem mais vivência e experiência na Casa. Jarbas está cumprindo seu primeiro mandato e Simon está no Senado há anos.   Em relação ao senador José Sarney (PMDB-AP), Camata afirmou que um ponto desfavorável vem da oposição, especialmente o PSDB, que já explicitou suas restrições. "Sarney só aceita o cargo se for unanimidade e a oposição já está criando obstáculos", observou, ressaltando que o momento exige a eleição de um nome de consenso para que o Senado retome a normalidade.

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