Pela CPMF, aliados já estão obstruindo votação na Câmara

Objetivo da base é impedir que as MPs aprovadas sejam enviadas ao Senado, o que dificulta votação do tributo

Denise Madueño, do Estadão

27 de novembro de 2007 | 19h03

Para tentar garantir a tramitação no Senado da emenda que prorroga a vigência da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), os aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Câmara estão impedindo a votação das medidas provisórias (MPs) que trancam a pauta de votações do plenário desta Casa.    A obstrução deve resultar no encerramento da sessão e numa paralisia do plenário da Câmara, já que as medidas provisórias, quando não são votadas no prazo constitucional, impedem a apreciação de quaisquer outras matérias. O objetivo dos deputados da base aliada ao governo é o de impedir, com a obstrução, que as MPs em tramitação na Câmara sejam aprovadas e enviadas à apreciação do Senado, onde também teriam prioridade absoluta na pauta de votações.   "Por uma questão tática, de disputa democrática de plenário, precisamos evitar que uma medida provisória vá ao plenário do Senado e dificulte a tramitação da CPMF lá", alegou o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), reconhecendo que a Câmara não deverá ter mais votações no plenário enquanto não for resolvida a questão da CPMF no Senado.   Na manhã desta terça-feira, os governistas já haviam deixado claro essa estratégia, durante reunião dos líderes partidários com o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), quando anunciaram que entrariam em obstrução na Câmara.

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