Pela 2ª vez, Garibaldi Alves rejeita pedido de CPI dos cartões

Assinaturas terão que ser colhidas de novo já que os 35 senadores usaram termo indevido no pedido

Eugênia Lopes, de O Estado de S.Paulo,

14 de fevereiro de 2008 | 17h30

O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), devolveu nesta quinta-feira, 14, o pedido de abertura de CPI mista para investigar o mau uso dos cartões corporativos. Ele leu um comunicado em plenário no qual alega haver um erro no pedido e o devolveu aos líderes partidários concedendo um prazo de cinco dias para que o problema seja sanado. Esta é a segunda vez que Garibaldi Alves devolve o pedido de abertura da CPI dos cartões.      A secretária-geral da Mesa do Senado, Claudia Lyra, informou que será preciso colher novamente as assinaturas no Senado para a abertura da CPI mista dos cartões corporativos. Trinta e cinco senadores assinaram o requerimento, no qual constava a palavra "apoiamento", termo que não poderia ter sido usado em um requerimento de abertura de CPI. Para fazer um novo pedido serão necessárias pelo menos 27 assinaturas de senadores.   Veja também:   Entenda a crise dos cartões corporativos  Briga por comando de CPI ameaça parar Senado Governo indica aliados para postos da CPI dos cartões   Da primeira vez em que devolveu o pedido de CPI, no dia 7,  Garibaldi apontou trechos acrescidos à mão pelo líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR). O requerimento em questão era de uma CPI apenas no Senado. Foi após a devolução do pedido que governo e oposição entraram em acordo para criar a comissão mista.   Nesta quinta-feira, a CPI mista foi protocolada pela oposição, na Mesa Diretora do Senado. O deputado federal Carlos Sampaio(PSDB-SP), autor do requerimento, recolheu 189 assinaturas de deputados e 35 de senadores. O mínimo é de 171 na Câmara e 27 no Senado.    Relator e presidente   O deputado federal Luiz Sérgio (PT-RJ) será o relator da CPI mista para investigar os gastos dos cartões corporativos do governo. Com a escolha do deputado petista, confirmada na reunião da liderança do partido nesta quinta-feira, o comando da CPI fica com a base aliada ao governo, já que mais cedo o PMDB definiu como presidente da CPI o senador Neuto de Conto (SC).       A escolha pode acirrar ainda mais os ânimos no Congresso. Senadores da oposição - DEM e PSDB - não querem que o governo fique no comando dos postos-chave da CPI e ameaçam obstruir as votações na Casa. Em resposta, os partidos da base aliada dizem apenas que usaram a regra da proporcionalidade, que confere às maiores bancadas o direito de indicar presidente e relator das comissões parlamentares de inquérito.       (Com Mair Pena Neto, da Reuters)

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