Pela 1ª vez, Dilma admite ser 'simpática' à candidatura em 2010

Ministra não nega interesse em concorrer e diz que Brasil estaria pronto para ter uma mulher na Presidência

TATIANA FÁVARO, Agencia Estado

02 de março de 2009 | 15h34

A ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta segunda-feira, 2, em Campinas, município a 95 quilômetros de São Paulo, que é simpática à ideia de ser candidata do governo à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2010. Ao ser questionada se era pré-candidata à Presidência, Dilma disse que "pré-candidato qualquer militante do PT é". A ministra afirmou que "à medida que se pode ser eleitor, se pode ser eleito". "Então, nesse sentido eu sou (candidata)", disse. Após um repórter perguntar se a ideia a agradava, Dilma não titubeou: "Ah, tenho bastante simpatia. Acho que qualquer brasileiro e qualquer brasileira têm simpatia por isso", completou, rindo.   Veja também: Campanha de 2010 já começou, afirmam especialistas TSE notifica Lula e Dilma por propaganda antecipada Prefeitos participam de fotomontagem com Lula e Dilma AGU cita Serra em defesa de Lula e Dilma no TSE Para a ministra, o Brasil está pronto para ter uma mulher na Presidência. "Acredito que somos um País com um certo tipo de relação com as questões que podemos chamar de mais libertárias muito forte. Acho que estamos prontos para eleger uma mulher, um índio, um negro. Até pela composição, o País tem esse compromisso com uma maior igualdade", afirmou. "O povo reconhece que o Brasil hoje é melhor que o Brasil de 2002. O povo reconhece que nós conseguimos afirmar a soberania do Brasil. O povo percebe que o governo Lula olha na mesma altura, sem subserviência, para outros países. Então acredito que haja uma grande expectativa em relação à continuidade do governo Lula."A ministra criticou a oposição, referindo-se ao DEM e ao PSDB, que entraram com representação na Justiça na qual acusam Lula e Dilma de fazerem propaganda eleitoral antecipada, em encontro com prefeitos realizado em Brasília, no mês passado. "Eu não vejo por que considerar procedente (a representação)", disse. "É uma tentativa da oposição, que não se manifesta apresentando projetos, de interditar a ação governamental."

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