EFE/ LETICIA GARCIA
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'Pegaria muito mal' se Justiça proibisse Lula de participar de velório, diz Rui Falcão

Ex-presidente saiu da prisão para ir a cemitério em São Bernardo do Campo; Eduardo Suplicy diz que escreveu a Jair Bolsonaro sobre o assunto

André Ítalo Rocha, O Estado de S.Paulo

02 de março de 2019 | 11h00

SÃO BERNARDO DO CAMPO - O deputado federal Rui Falcão (PT-SP), ex-presidente nacional do PT, disse a jornalistas que "pegaria muito mal" se a Justiça proibisse o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de participar do velório do neto, Arthur Araújo Lula da Silva.

Falcão chegou pouco antes das 10h ao cemitério Jardim da Colina, em São Bernardo do Campo (SP), onde ocorrerá às 12h a cremação do neto do ex-presidente. Arthur tinha sete anos e morreu vítima de uma meningite meningocócica.

"É mais um drama, para um preso político, preso sem crime, preso sem culpa, e agora, antes de completar um ano de prisão, já perdeu sua esposa, perdeu o irmão, do qual não pode particular do velório, e agora acho que pegaria muito mal proibi-lo", disse. 

Suplicy diz que escreveu a Bolsonaro para defender presença de Lula em velório

O vereador de São Paulo Eduardo Suplicy (PT-SP), que também compareceu ao cemitério Jardim da Colina, disse a jornalistas que escreveu na sexta-feira, 1, ao presidente Jair Bolsonaro afirmando que a presença de Lula no velório do neto era "fundamental, sagrado, constitucional e legal".

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), chegou ao mesmo tempo que Suplicy, porém se recusou a dar qualquer declaração à imprensa.

 

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