GABRIELA BILO / ESTADAO
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Ticiana, esposa de Joesley, deixa sua casa no Jardim Europa

Vizinho grita 'pega ladrão' em frente à residência do casal; Fachin, do STF, decidiu atender ao pedido de Janot, e determinou a prisão dos dois delatores do grupo J&F

Dayanne Sousa, O Estado de S. Paulo

10 Setembro 2017 | 12h03

SÃO PAULO - A jornalista Ticiana Villas Boas, esposa de Joesley Batista, deixou a casa do casal no bairro do Jardim Europa, em São Paulo, por volta de 12h40 deste domingo, 10. Ela saiu da casa dirigindo um Porsche e não falou com a imprensa que aguarda no local, mas há informações de que ela saiu em direção à casa do pai de Joesley.

O carro de Ticiana foi o terceiro a deixar a residência neste domingo. Mais cedo, um carro com uma criança e outro dirigido por uma mulher haviam deixado o local. Um deles chegou na casa do pai de Joesley, que fica em região próxima da Avenida Paulista. Ainda não há a confirmação se Joesley está em sua casa ou no imóvel do pai.

Vizinhos do empresário Joesley Batista têm apoiado a prisão do dono da J&F. A rua arborizada e de grandes casas é a rota de motoristas e pessoas que se exercitam ou passeiam com cachorros. Após a notícia desta manhã de que o pedido de prisão de Joesley foi aceito pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a maioria dos frequentadores do bairro expressou apoio à prisão.

Manifestações. Um grito de "pega Ladrão" rompeu o silêncio na rua de casas de luxo, cercadas por muros altos, onde mora o empresário Joesley Batista. Era o protesto de um motorista que chegava na casa vizinha a do dono da J&F.

Diante da presença da imprensa em frente à residência, os moradores que passam gritam mensagens de protesto. "Cadeia!", disse um senhor que não se identificou. Outra vizinha de uma rua próxima disse apoiar o trabalho dos jornalistas: "gostaria muito que vocês filmassem ele sendo preso". 

O empresário Joesley Batista, dono do grupo J&F, e o executivo Ricardo Saud se entregaram à Polícia Federal, em São Paulo. O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu atender ao pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e determinou a prisão dos dois delatores do grupo J&F.

Segundo o Estado apurou, ainda está em discussão onde Joesley e Saud poderiam se entregar às autoridades: se em São Paulo ou em Brasília.

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