Pefelistas dão como certa a absolvição de Brant

O deputado Roberto Brant (PLF-MG) ocupa a tribuna da Câmara, fazendo sua defesa no processo de cassação de seu mandato, sem ajuda de advogado. O relator do processo, deputado Nelson Trad (PMDB-MS), leu seu parecer pedindo a cassação de Brant. Pefelistas dão como certa a absolvição de Brant, para isso contabilizando votos também da bancada do PT. Avaliam que terão a maioria dos votos das bancadas do PSDB, PMDB, PP e PL.O deputado pefelista recebeu, no ano passado, para a campanha à Prefeitura de Belo Horizonte, R$ 102,8 mil de conta da SMPB, empresa de Marcos Valério Fernandes de Souza, acusado de ser o operador do mensalão e do caixa 2 do PT. O valor não foi declarado na prestação de contas à Justiça Eleitoral.Brant admite o recebimento, mas argumenta que o dinheiro era uma doação da Usiminas que não foi usado em sua campanha, mas sim em programa partidário do PFL, negando que tenha feito uso de caixa 2. Trad, por seu turno, considerou que o dinheiro "transitou de forma clandestina desde a origem até a retirada, de forma a ocultar o destinatário e sem qualquer registro".Pela puniçãoEm favor do seu argumento pela cassação de Brant, o relator usou uma declaração do ex-presidente da Câmara Luiz Eduardo Magalhães (PFL-BA), morto em 1998, segundo a qual a Câmara não tinha receio nem vacilava em relação às denúncias contra deputados. Segundo o relator, os deputados devem cumprir seu dever, punindo Brant.Durante a leitura do parecer, somente cerca de 30 deputados estavam no plenário da Câmara, e poucos prestaram atenção no parecer. O deputado Roberto Brant entrou no plenário cinco minutos depois do início da leitura do parecer. Ele ficou ora de pé, na frente, ora sentado na segunda fileira de cadeiras, sendo cumprimentado por deputados que entravam no plenário. Conversou por alguns momentos com o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT), também acusado de ter sido beneficiado com dinheiro do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, e com o deputado Romeu Queiroz (PTB-MG), que foi absolvido no julgamento pelo plenário, depois de ter seu pedido de cassação pelo Conselho de Ética da Câmara. Quando Brant iniciou seu discurso de defesa, o plenário silenciou, ouvindo suas declarações, e um número maior de parlamentares chegou ao plenário.

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