Pefelista tenta salvar mandato de ACM

Para tentar salvar o mandato do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), o senador Paulo Otávio (PFL-DF) apresentou proposta de arquivamento do pedido de cassação de mandato de ACM, por quebra de decoro parlamentar, por causa das denúncias de seu envolvimento no esquema de escuta telefônica clandestina na Bahia. Paulo Otávio apresentou a proposta de arquivamento, na sessão do Conselho de Ética, por meio de um voto em separado. O senador questiona as argumentações para a punição de ACM contidas no relatório do senador Geraldo Mesquita, que recomenda a cassação. A argumentação principal da proposta do PFL é que os fatos que motivaram a abertura da investigação são anteriores ao exercício do atual mandato de ACM, o que inviabilizaria, na avaliação do PFL, a formalização do processo por quebra de decoro. Paulo Otávio, em seu voto em separado, afirma: "Ter conhecimento de algumas da centenas de gravações referidas no inquérito policial e divulgá-las, mesmo que verdade fosse, jamais configuraria quebra de decoro, primeiro porque, como se concluiu da data destes fatos, o acusado ainda não era parlamentar. Somente a conversa com jornalista (da revista IstoÉ) foi efetivada quando o senador Antonio Carlos já estava diplomado". Essa é a última tentativa do PFL para livrar ACM da cassação, mas algums pefelistas consideram remota a possibilidade de vitória. A maior batalha agora, se for aprovado o relatório de Geraldo Mesquita, será na mesa do Senado, que tem poder para representar e dar início oficial ao processo de cassação. Veja o índice de notícias sobre o grampo na Bahia

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