Pefelista diz que decisão contra CPI foi para preservar reformas

O líder do PFL no Senado, José Agripino (RN), disse que a decisão dos líderes partidários de inviabilizar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar as remessas ilegais de U$ 30 bilhões ao exterior pelas contas CC-5 foi uma opção política em favor das reformas. Parte deste valor foi depositado em conta do Banestado em Nova York. Na sua avaliação, se o Senado se transformasse num palco de CPIs, a votação das reformas correria risco, por causa do tumulto que o processo de investigação provocaria na Casa. "Foi uma decisão eminentemente política em favor da tramitação das reformas", disse o líder do PFL. Na reunião dos líderes, pela manhã, com o presidente do Senado, José Sarney, oposição e governo optaram pela não criação de CPI. No entender dos líderes, se fosse instalada a CPI das remessas ilegais de dólares, outras comissões parlamentares de inquéridos seriam viabilizadas, o que poderia tumultuar a tramitação das reformas.

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