Peemedebistas que continuarem ministros vão responder por seus atos, diz Jucá

Conduzida pelo senador Romero Jucá, votação nesta terça-feira deve ser simbólica, sem o registro de votos; presidente do Senado, Renan Calheiros, não comparecerá ao encontro

Ricardo Brito, O Estado de S.Paulo

29 de março de 2016 | 13h17

Brasília – Responsável por conduzir esta tarde a convenção peemedebista que selará o desembarque do governo Dilma Rousseff, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) afirmou nesta terça-feira, 29, que a partir de hoje ninguém ocupará cargo no Executivo Federal em nome do partido. Primeiro vice-presidente da legenda, Jucá mandou um recado para os integrantes da legenda que quiserem continuar no governo e deixou no ar a possibilidade de ocorrer uma penalidade. “Cada um responde pelos seus atos”, disse, na chegada ao gabinete da presidência do partido.

Para o senador, não haverá um “desembarque” do governo, porque há pessoas no PMDB que nunca estiveram “embarcado” como é o caso dele próprio – ex-líder do governo Lula e Dilma, ele votou em 2014 no tucano Aécio Neves. “Esse termo (desembarque) não funciona para mim, é um posicionamento político (da legenda)”, destacou.

Jucá informou que o presidente do PMDB e vice-presidente, Michel Temer, não participará do encontro, marcado para as 15h, por ser parte da discussão. Ele disse também que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não vai comparecer. “A partir de agora, ele (Renan) toma uma posição institucional que vai julgar esse processo e, portanto, a questão partidária ele não quer participar disso”, afirmou.

O peemedebista não disse se haverá, na decisão do PMDB, um prazo para que os peemedebistas deixem os cargos no Executivo. A expectativa é que seja até o dia 12 de abril.

Conforme apuração do Broadcast Político, serviço em tempo real da Agência Estado, a tendência é que se vote, de forma simbólica (sem o registro de votos) uma única das nove moções apresentadas para a convenção. É uma proposta do ex-ministro do governo Lula Geddel Vieira Lima de entrega dos cargos. O teor da moção de Geddel, entretanto, ainda não foi divulgado.

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